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Câmara de Vouzela retira aviso sobre uso das piscinas municipais para mulheres menstruadas

Câmara de Vouzela retira aviso sobre uso das piscinas municipais para mulheres menstruadas

Dreamstime Jornal i 28/10/2022 20:05

“Está a chegar o período? Já está menstruada? Seja responsável, não use a piscina”, lia-se no aviso, que foi retirado na quarta-feira, depois de o executivo municipal ter sido alertado para a situação.

A Câmara de Vouzela retirou, esta semana, um aviso antigo que estava afixado no balneário feminino das piscinas municipais, no qual pedia às mulheres menstruadas que não fossem para a água. Até então, o aviso chegou a circular nas redes sociais.

“Está a chegar o período? Já está menstruada? Seja responsável, não use a piscina”, lia-se no aviso, que foi retirado na quarta-feira, depois de o executivo municipal ter sido alertado para a situação.

Em comunicado citado pela agência Lusa, a autarquia lamentou o teor do aviso, ao afirmar-se “contra qualquer tipo de ato discriminatório”, pelo que pediu que este fosse retirado imediatamente.

Nas palavras da autarquia, o aviso “foi criado para dar resposta a um conjunto reiterado de más práticas de higiene, ocorridas durante um período de tempo, e que culminaram com o encerramento temporário da piscina por diversas vezes”.

Ainda assim, a câmara considerou esta “uma situação inconsciente que se revelou infeliz, partindo de uma boa intenção que lhe esteve na base”.

O aviso “deveria ter sido informativo/de sensibilização para o uso de outros produtos menstruais mais adequados à frequência da piscina municipal”, apontou, ao lamentar o facto do aviso ter ficado afixado de forma permanente ao invés de temporário.

Posto isto, a câmara pediu desculpas “a todas as pessoas que se possam ter sentido ofendidas e discriminadas pelo sucedido”.

Apesar de o aviso ter ficado durante algum tempo em exposição, não houve “quaisquer reclamações apresentadas no município acerca da situação em causa”, nem “registo de qualquer proibição de entrada/utilização do serviço” com base no aviso em causa, garantiu a autarquia do distrito de Viseu.

Contudo, “tal proibição nunca seria possível de confirmação ou constatação que pudesse ser levada a cabo”, acrescentou.

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