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"Não há lugar para negociar com o regime de Putin", diz Zelensky depois de mais uma série de ataques a instalações elétricas

"Não há lugar para negociar com o regime de Putin", diz Zelensky depois de mais uma série de ataques a instalações elétricas

AFP Jornal i 18/10/2022 10:55

O plano para destruir as construções energéticas traçado pelo Presidente da Rússia continua em marcha. Depois dos ataques de ontem, com drones de origem iraniana, a Ucrânia voltou a ser bombardeada nas suas infraestruturas elétricas, afastando cada vez mais a hipótese de negociar paz com a Rússia. 

Três ataques russos atingiram, esta terça-feira, instalações elétricas na capital da Ucrânia, um dia depois da cidade ter sido atacada por drones de origem iraniana, anunciou o gabinete da presidência do país invadido. Esta ronda de ataques traça cada vez mais o distanciamento entre a Ucrânia e a Rússia na tentativa de negociar a paz. 

"De acordo com as primeiras informações, foram lançados três ataques contra instalações elétricas" na zona oriental de Kiev, disse Kyrylo Tymochenko, conselheiro do chefe de Estado da Ucrânia sem avançar com mais detalhes.

Mais tarde esta manhã, a procuradoria de Kiev anunciou que duas pessoas morreram nestes ataques, segundo indicou a agência Reuters. Já nos ataques de ontem, que também atingiram instalações de energia em várias regiões do país, pelo menos oito pessoas perderam a vida, entre as quais quatro em Kiev.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recorreu à rede social Twitter para evidenciar “outro tipo de ataques terroristas russos”: “A destruição da infraestrutura crítica e energética ucraniana”.

Segundo o chefe de Estado, desde o dia 10 de outubro, a Rússia destruiu “30% das centrais elétricas ucranianas”, o que causou “apagões massivos em todo o país”.

“Não há lugar para negociar com o regime de Putin”, frisou Zelensky.

Esta segunda-feira, a Ucrânia foi atacada por um total de 43 drones ‘kamikaze’, dos quais 37 foram abatidos por Kiev.

Segundo explicou o representante do comando da força aérea ucraniana, Yuriy Ihnat, na televisão ucraniana, os drones "voaram do sul, 43, dos quais 37 foram eliminados" e que "todas as forças e meios - aviação, sistemas de mísseis antiaéreos e outras forças de defesa - estiveram envolvidos".

"Pelo menos 86% dos aparelhos destruídos são Shahed (de fabrico iraniano). Este não é um mau resultado para estes alvos", considerou Ihnat.

A força aérea ucraniana aconselhou o público a deixar as tropas ucranianas fazer o seu trabalho, depois de estar a circular nas redes sociais uma imagem de um homem a tentar disparar contra um objeto voador a partir de uma janela.

"Não há necessidade de disparar pela janela", avisou Ihnat, ao explicar que as balas disparadas em áreas densamente povoadas podem atingir civis, sobretudo as de espingardas de caça.

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