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Governo injeta 3 mil milhões nos mercados da energia para controlar inflação nas empresas

Governo injeta 3 mil milhões nos mercados da energia para controlar inflação nas empresas

Miguel Silva Jornal i 12/10/2022 11:29

O Governo vai injetar no total 3 mil milhões de euros nos sistemas da eletricidade e do gás, que vão resultar em "30 a 31%" de poupança na conta da eletricidade e "entre 23 a 42%" na fatura do gás. Duarte Cordeiro disse que a intervenção do Estado é "fundamental" para controlar o impacto da inflação na energia, que se traduz em aumentos em "todos os domínios que dizem respeito à produção de serviços e produtos da nossa sociedade". 

Notícia atualizada às 11h29

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, está a apresentar, esta quarta-feira, as medidas que Governo definiu para “mitigar o aumento dos custos de energia”.

Duarte Cordeiro começou por dizer, em conferência de imprensa no Salão Nobre do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que as medidas anunciadas serão direcionadas às empresas, considerando este plano de propostas como “maior intervenção no mercado energético em Portugal”.

“Estamos a falar de dois mil milhões de euros de intervenção no mercado da eletricidade e de mil milhões de euros no mercado de gás natural dirigidos às empresas, aos grandes consumidores", afirmou o governante.

Segundo o ministro, face aos preços estimados para 2023, as medidas vão permitir que as empresas poupem "30 a 31% na conta da eletricidade" e "entre 23 a 42% na fatura do gás".

Para o governante, esta intervenção do Estado “é fundamental por uma razão evidente”: “Foi a partir da energia que se iniciaram os impactos da inflação, que sentimos em toda a Europa e em Portugal”, pelo que será através de medidas no mercado energético que o Governo pode tentar remediar “propagação dos aumentos dos preços da energia em toda a dimensão da sociedade".

Ou seja, ao interferir no gás e na eletricidade, Duarte Cordeiro sublinhou que “naturalmente” serão 'mexidos' os preços “no pão, no leite, em todos os domínios que dizem respeito à produção de serviços e produtos da nossa sociedade". 

E deixou o aviso: "Temos que nos preparar para cenários de preços mais elevados, se não se verificarem tanto melhor".

O Governo indicou que há uma previsão – partilhada com a ERSE - de 258 euros por megawatt-hora (MWh), que significaria um aumento do custo total de energia para as empresas de 1.700 milhões de euros, em 2021, para 6,5 milhões em 2023.

Para combater este aumento, as medidas do Governo no mercado da eletricidade vão definir-se em “apoio extraordinário de dois mil milhões de euros que se dividem entre 1.500 milhões de euros de medidas regulatórias e 500 milhões de euros de medidas de natureza política”, explicou Duarte Cordeiro.

Já no gás natural, o custo pode saltar de 745 milhões em 2021 para 2,7 mil milhões ou de quase cinco mil milhões de euros, se tivermos em conta um pior cenário.

O ministro estimou que uma injeção de mil milhões de euros, distribuída por consumos empresariais avaliados em 24 terawatts/hora (TWh), vai permitir diminuir o custo do gás para as empresas em 42 euros por megawatt hora (MWh).

Contudo, Duarte Cordeiro adiantou que esta intervenção só vai incluir 80% do consumo de gás dos últimos anos, como forma de estimular à poupança deste combustível que Portugal tem de reduzir devido ao compromisso estabelecido com a Comissão Europeia.  

De acordo com o governante, esta injeção de 3 mil milhões de euros nos sistemas de eletricidade e gás já estava prevista na versão final do acordo de Concertação Social, que foi assinado pelos parceiros sociais.

Acompanhe aqui a conferência de imprensa

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