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Crédito à habitação. Taxas de juros batem recorde de seis anos

Crédito à habitação. Taxas de juros batem recorde de seis anos

Jornal i 04/10/2022 18:17

Desde 2016 que a taxa de juro média na habitação não estava acima dos 2%. Isto numa altura em que os preços das casas continuam a subir.

Em agosto, a taxa de juro média dos novos créditos concedidos pela banca portuguesa para a compra de casa situou-se nos 2,01%, um valor que não se alcançava desde maio de 2016. 

Os dados foram revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal que revela ainda que nesse mês, a taxa de juro média do stock de empréstimos à habitação fixou-se em 1,32%, continuando a aproximar-se da média da área do euro (1,67% em agosto). 

O banco central liderado por Mário Centeno é claro: “Desde abril de 2009 que o diferencial entre as taxas de juro médias em Portugal e na área euro não era tão baixo. Ao contrário do que se verifica na área euro, em Portugal a grande maioria dos empréstimos à habitação têm taxa de juro indexada às taxas Euribor a 6 meses ou a 12 meses, o que implica que as taxas de juro dos contratos de empréstimos são revistas a cada 6 ou 12 meses, respetivamente. Como tal, as variações da Euribor transmitem-se mais rapidamente ao stock de empréstimos à habitação em Portugal do que para a média da área do euro”.

E acrescenta que nas novas operações de empréstimos à habitação concedidos no mês em análise, 69% do montante correspondeu a contratos com um prazo de fixação inicial de taxa de juro inferior a um ano, e apenas 7% com um prazo superior a 10 anos. A média da área do euro é de 18% e 57%, respetivamente.

Feitas as contas ao global dos empréstimos, os bancos concederam 1855 milhões de euros de novos empréstimos aos particulares, menos 111 milhões de euros do que em julho: 1205 milhões de euros de crédito à habitação, 478 milhões de euros de crédito ao consumo e 171 milhões de euros de crédito para outros fins.

No que diz respeito às empresas, o montante de novos empréstimos concedidos pelos bancos foi de 1297 milhões de euros, menos 173 milhões de euros do que no mês anterior. “Uma análise por escalão de montante mostra que foram emprestados 820 milhões de euros nos empréstimos até 1 milhão de euros (920 milhões de euros em julho) e 478 milhões de euros nos empréstimos acima de 1 milhão de euros (550 milhões de euros em julho)”, revela o BdP acrescentando que a taxa de juro média dos empréstimos às empresas voltou a aumentar e fixou-se em 2,75% (2,63% em julho). A taxa de juro média subiu nos empréstimos até 1 milhão de euros (de 2,76% para 2,97%) e desceu nos empréstimos acima de 1 milhão de euros (de 2,40% para 2,37%).

Mais caro em 17 capitais de distrito Ainda esta segunda-feira o idealista revelou que os preços das casas em Portugal mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre do ano face ao trimestre anterior. O mais recente índice de preços mostra que comprar casa tinha um custo de 2388 euros por metro quadrado no final do mês de setembro deste ano, tendo em conta o valor mediano. 
“Este não é, contudo, um cenário visível em todo o território português, já que as casas ficaram mais caras em 17 capitais de distrito, entre julho e setembro, com Évora a liderar as subidas (13,1%)”, destaca o idealista acrescentando que em Lisboa, os preços das casas também se mantiveram estáveis e no Porto subiram 2,3% neste período. Já em relação à variação anual os preços das casas em Portugal subiram 5,4%. 

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