05/12/2022
 
 

Por que razão cresce tanto a extrema-direita?

O que a esquerda e a direita moderada se devem questionar é por que razão a chamada extrema-direita e a extrema-esquerda crescem tanto em tantos países. 

A Europa assiste à subida da extrema-direita ao poder e não consegue encontrar forma de contrariar esta tendência. São milhões de pessoas que se reveem nessas forças, que basicamente são contra a imigração, os gays e defendem menos apoios sociais para uma franja da sociedade. Até agora, e posso estar enganado, ainda não vi nenhum desses partidos radicais defender o fim da democracia e a implementação de estados autocráticos, à semelhança do que se passa na Rússia. É óbvio que vão pretender controlar a Justiça e a comunicação social, além de outras pérolas do género, mas se isso acontecer serão expulsos da União Europeia, o garante de que não se ultrapassam linhas vermelhas.

Mas penso que o sucesso da extrema-direita na Suécia, Hungria, Polónia ou agora Itália, acontece porque as pessoas estão fartas de várias coisas. Seja de verem os seus costumes em causa, com comunidades migrantes a oporem-se à liberdade sexual ou à forma de se vestirem, por exemplo, de excessos de linguagens de género – a homossexualidade, mesmo para os extremistas de direita,  num futuro próximo, penso, será encarada como a heterossexualidade, pois não há família onde não existam gays e não gays –,  além de não se reverem na justiça, com os populistas a puxarem pela máxima de que existe uma para ricos e outra para pobres.

É óbvio que a extrema-direita cresce também como contraponto ao avanço da extrema-esquerda. O que a esquerda e a direita moderada se devem questionar é por que razão a chamada extrema-direita e a extrema-esquerda crescem tanto em tantos países. E talvez percebam, entre outras coisas, que o caminho da migração deve ser controlado, até para conseguirem acolher bem todos aqueles que procuram uma melhor vida – além de controlarem as máfias que estão a aproveitar-se da miséria alheia –, de não permitir que se proíbam as pessoas de chamarem mãe à mãe, e que as opções sexuais não se incutem a crianças com três ou quatro anos – respeitando eu que se perceba desde cedo qual o caminho que cada um quer seguir. E, claro, apostar numa justiça mais célere e justa.

Os comentários estão desactivados.


Especiais em Destaque

iOnline

iOnline
×

Pesquise no i

×
 


Ver capa em alta resolução

iOnline