03/10/2022
 
 

A monarquia e a qualidade dos Presidentes que temos

Os ataques e a maledicência sobre Carlos III já começaram, obviamente. Mas os seus melhores defensores e a maior garantia do futuro da monarquia no Reino Unido são os muitos exemplos de chefes de Estado que proliferam pelo mundo inteiro, na América, na Ásia, em África e na Europa, e o estado em que estão as suas Repúblicas.

Convenhamos, quando as filas de cidadãos comuns e menos comuns do Reino Unido e de vários países da Commonwealth, dos mais próximos aos mais recônditos, para prestar uma singela e última homenagem à falecida Rainha Isabel II se estendem por quilómetros e obrigam a uma espera que ultrapassa as 24h, com frio e chuva de permeio, e quando nela vemos bem presentes todas as gerações (dos mais velhos aos mais novos) não parece haver muito motivo para sentenciar a pior sorte à monarquia e à Família Real inglesa.

É verdade que a morte de Isabel II e o fim de um reinado que assinalou o seu Jubileu de Platina imediatamente deu azo a uma série de comentários, análises e debates profetizando a crise do regime e a dificuldade da missão reservada a Carlos III para manter a monarquia e a unidade do Reino e da Commonwealth. Veremos.

Para já, todas as manifestações havidas nesta semana de luto pelo desaparecimento da Rainha, no Reino Unido e nos diversos países da Commonwealth, tudo indicam em sentido contrário.

O Rei posto, Carlos III, e o agora príncipe William, quebrando o protocolo, dirigiram-se pessoalmente aos cidadãos que se encontravam na tal fila em Westminster e as imagens desse encontro são bem mais reveladoras da relação existente entre a Realeza e o Povo do que os apatetados comentários de muitos analistas que já preanunciam a implantação da República.

É verdade que Carlos III parece beneficiar agora como Rei de uma popularidade que nunca teve enquanto príncipe. E sobretudo quando entrou em rutura com Diana e assumiu a sua relação com a agora Rainha consorte, Camilla Parker Bowles.

Os ataques e a maledicência sobre Carlos III já começaram, obviamente. Mas os seus melhores defensores e a maior garantia do futuro da monarquia no Reino Unido são os muitos exemplos de chefes de Estado que proliferam pelo mundo inteiro, na América, na Ásia, em África e na Europa, e o estado em que estão as suas Repúblicas.

Entre uns e o outro, é mais do que natural que os ingleses prefiram continuar a entoar bem alto o seu hino e a dar Vivas ao Rei!

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