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Paredes de Coura. As lendas e promessas que marcam a maior edição de sempre

Paredes de Coura. As lendas e promessas que marcam a maior edição de sempre

Facebook Pixies Hugo Geada 16/08/2022 08:55

Arranca hoje o festival que assenta arraiais nas margens do Rio Coura. Esta edição conta com artistas como os Pixies, Beach House ou Idles.

Depois da festa e celebrações na vila, regressa, esta terça-feira, pela primeira vez desde o início da pandemia, o festival Vodafone Paredes de Coura, que irá decorrer até sábado, com uma edição de cinco dias marcada por um dia inteiramente dedicado à música portuguesa e pelo habitual conjunto eclético de bandas como os Pixies, Idles ou os Badbadnotgood.

Com o início dos concertos agendado para as 14h da tarde, com Lemon Lovers, e a última atuação marcada para a 1h30 da manhã - responsabilidade que cairá nos ombros do DJ e produtor Moullinex -, o primeiro dia do festival promete disponibilizar um longo cardápio do melhor que a música alternativa portuguesa tem para oferecer.

O cabeça de cartaz deste dia é o rapper português Sam The Kid, voz de icónicas músicas como ‘Poetas do Karaoke’ ou ‘16/12/95’, que irá realizar uma performance especial que contará com a colaboração dos Orelha Negra, banda composta pelo artista de Chelas, DJ Cruzfader, Francisco Rebelo, Fred Ferreira e João Gomes, e uma orquestra dirigida pelo maestro Pedro Moreira.

Além do autor de Pratica(mente) ou Sobre(tudo), vai ser possível ver uma grande mescla de nomes aclamados da cena nacional, como os Mão Morta, com a banda de Adolfo Luxúria Canibal a passear por clássicos de Mutantes S.21 ou pelo seu mais recente disco, No Fim Era o Frio, os Linda Martini, que este ano lançaram o seu mais recente trabalho, Errôr, ou o duo de hip-hop de Gaia, Conjunto Corona, ainda a apresentar o seu álbum, G de Gandim, mas também artistas emergentes como Rita Vian, a única artista do sexo feminino do primeiro dia do festival e uma das principais vozes do movimento “Novo Fado”, o cantautor Rapaz Ego ou os Oceanpsie, banda que procura fundir o virtuoso jazz com a contemporaneidade de sons modernos como o hip-hop.

O furacão Idles Na quarta-feira, quando o festival abrir a porta a artistas internacionais, a premissa é que os festivaleiros tanto possam sonhar como ficar encharcados em suor no epicentro de um moshpit. Depois da desilusão gerada pelo cancelamento do grupo australiano King Gizzard and the Lizard Wizard, devido a problemas de saúde do vocalista, Stu Mackenzie, os ingleses Idles assumem-se como um dos maiores furacões desta edição do festival. Desde o lançamento do disco Joy as an Act of Resistance (2018), os punks passaram a ser uma das mais requisitadas e amadas bandas de guitarra do planeta, seja pelas suas posições contra a masculinidade tóxica, o racismo ou a misoginia, mas também pelos concertos eletrizantes. Se os Idles quiserem, facilmente darão um dos concertos mais memoráveis de sempre na história do festival que acontece nas margens do Rio Coura.

Após a a descarga de adrenalina da banda punk, os americanos Beach House vão subir ao palco para apresentar o seu sonhador e melódico novo disco (duplo), Once Twice Melody, prometendo um espetáculo especial e apaixonante. 

Um concerto que tem potencial para ser um dos mais surpreendentes da edição é o de Porridge Radio, jovem banda inglesa que este ano lançou o pulsante Waterslide, Diving Board, Ladder To The Sky, um trabalho que tem tanto de intensidade sónica como de gentis melodias e letras confessionais. A banda de Brighton liderada por Dana Margolin promete ser um dos segredos mais bem guardados do festival, numa altura em que ainda não tem tanta notoriedade como alguns dos seus contemporâneos da cena Post-Brexit Punk.

Neste dia atuam ainda artistas como o cantautor Alex G., The Murder Capital ou os portugueses Gator, The Alligator. O after será marcado pela presença do grupo de post-punk sueco, Viagra Boys, que este ano lançaram o seu irreverente terceiro disco, Cave World.

Dança e testosterona Ainda na lógica da música dos Nirvana, entre a calma e a distorção, o terceiro dia do Paredes de Coura, promete muita dança, descarga de testerona e jazz. 

Vamos por partes. A liderar a descarga sónica estão os Turnstile, banda de hardcore dos Estados Unidos, que, no ano passado, lançou o aclamado disco Glow On, elogiado pela forma como consegue fluir o seu agressivo com texturas sonoras como o rock psicadélico, dream pop ou o R&B.

Ainda na música de guitarra, os Parquet Courts, mestres do rock alternativo do início da década de 2010, vão apresentar o seu mais recente álbum, Sympathy for Life, também lançado no ano passado, prometendo muita “ginga” nas suas divertidas canções.

Colocando o pedal de distorção de lado, os franceses L’Impératrice prometem abrir a pista de dança para todos aqueles que ainda tiverem energia para bailar ao som da sua sedutora eletrónica de veludo. Isto se ainda sobrar energia depois do turbilhão sonoro que será expelido pelo saxofone de Shabaka Hutchings, músico britânico e líder dos The Comet Is Coming, uma das mais entusiasmantes bandas de jazz que empurram este estilo musical para um futuro sorridente.

Além destas propostas, que irão ocupar o maior palco do festival, o Palco Vodafone FM promete fazer o público transpirar com a correria para ver todos os concertos do dia. Neste espaço será possível ver os jovens australianos Surprise Chef ou os suíços L’éclair, que criam uma barreira muito ténue entre estilos como o jazz, rock progressivo e o R&B, o australiano Donny Benét, que trará o seu hipnotizante sintetizador recheado de sons retro dos anos 1980 para cantar as suas odes românticas, e o “fenómeno” do TikTok, os bielorrussos Molchat Doma.

Do rock californiano à eletrónica de veludo No quarto dia do festival, um dos principais destaques é o “rockeiro” californiano, Ty Segall, que, ao longo da tour de apresentação do seu disco mais recente, Hello, Hi, tem apostado num formato que conjuga um momento inicial marcado pela intimidade da sua guitarra acústica, seguida por uma parte mais eletrónica, onde estará acompanhado pela Freedom Band. 

O jazz volta a ser uma aposta forte do Paredes de Coura, que conta novamente no seu cartaz a presença dos canadianos Badbadnotgood, uma das referências do jazz moderno, que estarão a apresentar o seu novo disco, Talk Memory, um trabalho criado em parceria com o lendário compositor brasileiro, Arthur Verocai.

No Palco Vodafone atuam ainda artistas como os The Blaze, dupla francesa com um som eletrónico de veludo, ou um dos novos fenómenos da música britânica, a cantora Arlo Parks. Entre outros artistas em destaque esta sexta-feira, estão o grupo de eletrónica norte-americano, Boy Harsher, a produtora de País de Gales, Kelly Lee Owens, a portuguesa Márcia e o artista do Gana, Ata Kak, que irá animar no after do festival.

O derradeiro dia do festival vai ser marcado pelas lendas do rock alternativo, os americanos Pixies, autores de icónicas músicas como ‘Hey’ ou ‘Monkey Gone to Heaven’, pelo rapper britânico, Slowthai, os franceses La Femme e a rapper norte-america Princessa Nokia. No palco Vodafone FM estarão presentes artistas como Yves Tumor, Perfume Genius ou o português Manel Cruz.

Para encerrar as festas da maior edição de sempre do Paredes de Coura, o after ficará a cargo do rapper estoniano, Tommy Cash, e do DJ e ator português, Nuno Lopes.

Os bilhetes para o festival ainda estão disponíveis, o passe geral custa 120€ e o bilhete diário 55€.

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