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Calor e inflação obrigam Espanha a racionar gelo

Calor e inflação obrigam Espanha a racionar gelo

Dreamstime Jornal i 03/08/2022 18:48

Empresas não conseguem responder ao aumento da procura. 

Os supermercados espanhóis estão a limitar o número de gelo que vendem por cliente, devido à escassez do produto, causada pela maior procura devido ao calor e também pela menor oferta devido à subida dos preços da eletricidade. 

De acordo com os empresários, o desaparecimento do produto dos supermercados e das gasolineiras está a acontecer devido à "tempestade perfeita" que juntou, em junho, o aumento dos preços da eletricidade e as ondas de calor que afetam o país. 

A produção de gelo com vista a responder à habitual procura de verão começa a fazer-se logo no início do ano mas o aumento do preço da eletricidade gerou diversos custos de fabrico e armazenamento que levaram a parar as fábricas.

O dono da empresa Tele Hielo, Sergio del Moral, explicou ao site de notícias "20 Minutos" que não houve uma estabilização de custos "para poder vender o gelo a um preço de mercado habitual, as fábricas pararam a produção e é agora, no verão, que se está notar", sendo que a previsão é de que "em agosto não haja gelo".

Já Manuel Bustos, proprietário da HICOSOL, o maior produtor de gelo de Espanha, lembrou na RTVE, televisão pública espanhola que a procura de gelo arrancou mais cedo este ano devido à "onda de calor quase contínua desde maio".

O empresário afirma que a o aumento da procura é "brutal" e que não há capacidade de para responder a este incremento, especialmente no que toca ao setor da hotelaria, sendo que, além disso, extiste também um problema que afeta outros setores que é a falta de mão-de-obra. 

Segundo ele, a HICOSOL poderia estar a produzir mais 33% se conseguisse contratar o número de pessoas de que precisa para o pleno funcionamento.

Em julho deste ano a inflação espanhola foi de 10,8%, o valor mais alto dos últimos 38 anos, de acordo com o instituto nacional de estatística (INE) espanhol.

"Esta evolução deve-se, principalmente, à subida dos preços dos alimentos e bebidas não alcoólicas e da eletricidade", refere o instituto. 

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