12/08/2022
 
 
Cathleen Lewis. "Tem sido assim a história humana: rancores pessoais sobrepõem-se a planos maiores"

Cathleen Lewis. "Tem sido assim a história humana: rancores pessoais sobrepõem-se a planos maiores"

Marta F. Reis 03/08/2022 14:17

Cathleen Lewis, curadora do departamento de História do Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, em Washington, especialista no espaço soviético, conversou com o i sobre o recente anúncio de retirada da Rússia da ISS e o que resta da ambição espacial russa. 

Ficou surpreendida com o anúncio russo de retirada da Estação Espacial Internacional?

Os russos já andavam a falar disso, mais ainda desde a invasão da Ucrânia. Há uma longa história de hesitação russa em estender a parceria com a Estação Espacial Internacional. O que realmente não sabemos neste momento é o que significam estas declarações.

Falou-se de uma saída após 2024, entretanto já foi dito que afinal poderão ficar até 2028, quando a Rússia espera ter a sua própria estação espacial em órbita.

Tinham concordado ir até 2024, o que já era um prolongamento do tempo de vida da estação [decisão liderada pela administração Obama em 2014]. Têm participado na manutenção mas o que pretendem exatamente só saberemos quando houver uma comunicação formal. Têm de dar aos outros 14 estados-membros um ano de aviso e portanto neste ano terá de ficar tudo definido: se significa que deixarão de enviar cosmonautas, se vão participar em algum tipo de operações e, se não, como é que os outros estados-membros contribuirão, sendo o plano estender a vida da ISS pelo menos até 2030. A ideia de que podem participar de forma ativa no desmantelamento da estação não me parece provável porque iria supor imensas violações.

Quantos componentes da ISS
são russos?

Aproximadamente seis dos 10 principais componentes. São os maiores contribuidores em termos de hardware, mas não são os únicos. Alguns dos componentes têm uma propriedade algo ambígua, porque os russos contribuíram com uma grande quantidade de hardware mas parte desse hardware foi subsidiado por pagamentos de outros estados-membros, incluindo os Estados Unidos. As perguntas que eu e muitos colegas que seguem o programa soviético russo há décadas fazemos é: eles dizem que querem lançar uma nova estação espacial, mas onde é que vão buscar os recursos? Tiveram um ganho financeiro inesperado durante o interregno entre o último voo de um vaivém da NASA e o primeiro lançamento da cápsula privada Dragon [o primeiro voo para a ISS pela SpaceX aconteceu em 2020]. Foi quase uma década em que os estados membros pagaram aos russos para terem acesso à Estação Espacial Internacional: a única maneira de lá chegar entre 2011 e 2020 era através de lançamentos da República do Cazaquistão. Mas essa fonte de dinheiro secou. Neste momento há um compromisso de lançamentos intercalados do Cazaquistão e da Dragon, mas não é exclusivo. Então onde é que vão buscar o dinheiro? O programa russo ficou com poucos recursos e tem sido assim sempre desde o início. Fizeram um trabalho magnífico nos últimos 65 anos, mas acabaram sempre por ter falta de financiamento. Portanto acho que até tudo isto ser claro, temos de continuar a trabalhar e assumir que isto foi uma afirmação política. Os políticos têm liberdade para dizer quase tudo, mas depois são os engenheiros e cientistas que têm de trabalhar nos detalhes.

Já disse que, neste caso, o diabo estará nos detalhes.

Sim, está mesmo. No que são realmente as intenções, como pretendem desvincular-se, que tipo de negociações com os restantes estados-membros serão possíveis para preencher esses buracos. Até haver algo escrito é uma declaração política. Há mais perguntas do que respostas. Operar uma estação espacial sozinhos foi algo que fizeram no início dos anos 80, mas será possível agora?

Estudou a fundo o programa espacial soviético e a relação cultural com o espaço. Há uma nostalgia da Mir?

Talvez, mas esse caminho chegou a um beco sem saída, sobretudo por falta de recursos. E eles tinham planos para uma estação muito maior, com capacidade de rotação e de ter como que um campo gravitacional, mas fazer isto era tremendamente caro. A exploração espacial humana é muito cara, é por isso que funciona com colaborações de múltiplos estados membros. Não há nenhum estado-membro que assuma todos os custos.

O que mudou em relação aos anos 70 foi a entrada de empresas na corrida espacial. Pode ser por aí?

Certo mas essa é a grande diferença entre o que se passa na Rússia e o que se passa no resto do mundo. Não há empresas privadas a investir no espaço na Rússia. É um empreendimento puramente estatal. Não há oligarcas a querer construir uma estação espacial, foguetões, ou a querer aprimorar a tecnologia. Funciona tudo nesta hierarquia de 65 anos deste ramo da Defesa russa que se mantém desde que começaram a trabalhar na tecnologia do foguete V-2 depois da Segunda Grande Guerra. Enquanto nos Estados Unidos, Europa, Japão começou a haver alternativas e parcerias, empresas que procuram uma fonte de receitas, os russos não têm potenciais investidores com quem trabalhar. E acho que as empresas que operam no Ocidente ficariam ainda mais hesitantes em trabalhar com os russos por ver este tipo de declarações bombásticas, não dá ideia de relacionamentos muito estáveis. Não vai querer trabalhar com alguém que a certa altura se levanta e diz que afinal vai embora da festa mais cedo. Os negócios tendem a afastar-se da instabilidade.

Qual é a importância do espaço para os russos?

É uma questão interessante porque tem duas partes. Obviamente existe a questão do prestígio nacional e cultural. Mas ao longo dos anos, e especialmente com Putin, foram-se afastando daquela imagem heroica dos cosmonautas a explorar o espaço enquanto o nível seguinte para a cultura russa e para o desenvolvimento tecnológico soviético.

Resumida naquela famosa frase de Tsiolkovsky, pioneiro do estudo de lançamento de foguetões: a Terra é o berço da humanidade, mas não se pode ficar no berço para sempre.

Sim. Essa ideia de Tsiolkovsky estava muito embebida de um profundo nacionalismo teológico. Ir ao espaço era o próximo nível de desenvolvimento da humanidade. Mas parecem ter-se afastado disso. Reconhecem que o desenvolvimento tecnológico é muito importante mas também não foram capazes de o alimentar. Quando Putin era primeiro-ministro, o Presidente era Medvedev, a certa altura declara que vão criar um Silicon Valley em Vladivostok. Este tipo de coisas soam muito bem, mas depois há questões práticas. É muito difícil convenceres os teus melhores e mais brilhantes a mudarem-se do centro para um sítio a vários fusos horários das suas famílias. São pessoas que querem estar em Moscovo, São Petersburgo. Um quarto da população russa está concentrada nas grandes áreas urbanas. Este problema prático do centro vs. periferia tem atormentado a Rússia ao longo dos séculos e na questão tecnológica é significativo: como desenvolver incubadoras de tecnologia e ideias num país tão centralizado e que não tem investimento independente? A certa altura não é só o estado soviético que está inibido de alguma forma, é cultural. Os oligarcas não estão a investir o dinheiro deles na Rússia, tiram o dinheiro de lá, compram clubes de futebol, etc.

Mas diria que para a população

tem algum tipo de relevância voltar

a pensar na Rússia como uma

potência espacial forte ou isso são temas do passado?

A informação nacional diminuiu muito. Agora a corrida espacial continua, sobretudo na esfera militar, em que muitas das tecnologias se manifestam no dia-a-dia, como estarmos agora aqui a falar por Zoom, seja em navegação. Temos um sistema bancário mundial que se baseia na cronometragem dos satélites de posicionamento global. Portanto o espaço continua a ser um fator de prestígio nacional e motor de desenvolvimento tecnológico e vemos isso com o crescimento dos programas espaciais em todo o mundo. Há uma corrida, mas já não é esta corrida binária da Guerra Fria entre EUA e Rússia. Hoje em dia é algo mais complexo que resulta da competição entre países, empresas, como de certa forma já começou a ser no século XX. Acabou por ser mais simples olhar apenas para a corrida de duas potências.

Vê por exemplo a Rússia a aliar-se ao programa espacial chinês ou indiano, termos dois blocos no espaço?

O programa chinês é um pouco diferente porque decidiram que vão fazê-lo em nome do seu desenvolvimento económico e tecnológico. Os EUA estão proibidos por lei mas os russos são capazes de lançar uma nave tripulada para a órbita da estação espacial chinesa. Se se fossem juntar aos chineses teriam de lançar os seus cosmonautas da China. Não poderiam lançá-los do Cazaquistão ou das instalações de Vostochny. Os indianos trabalharam com a Rússia e com os EUA para desenvolver o seu programa mas estamos a chegar a um ponto de maturidade na tecnologia em que os países têm internamente capacidade para desenvolver tecnologias lançamento, não têm de depender dos EUA ou da Rússia.

Em que o dinheiro é decisivo?

Sim, mas também o conhecimento. Há países menos ricos que estão a desenvolver as suas tecnologias. O Gana tem um programa espacial. Construíram os seus satélites. O significado de entrar no clube espacial, digamos assim, mudou. Já não é apenas ter a capacidade de lançar satélites, é pode poder construi-los, ou ter infraestrutura no terreno para fazer o uso adequado da tecnologia em função das necessidades de cada país.

De anos de cooperação espacial entre Rússia e EUA que agora parecem ter um fim anunciado, concorda com Matthew Hersh, historiador de Harvard, que nos dizia na semana passada que a Rússia foi quem mais ganhou?

Os russos tinham muita experiência. Tendemos a ignorar esses 30 anos até eles porem a Mir em órbita, em que foram aumentando gradualmente a sua experiência, com voos espaciais cada mais longos, que culminaram em 15 anos de ocupação da Mir [entre 1986 e 2001; a ISS receberia a primeira expedição em novembro do ano 2000]. Há conhecimento e infraestrutura que não poderíamos ter suportado simplesmente porque não tínhamos experiência. Os russos tinham conhecimento sobre os impactos da micro gravidade e da órbita prolongada na fisiologia humana que só se podem adquirir por meio da experimentação, que nós não tínhamos. Nos EUA havia um limite de tempo que as pessoas estavam a bordo do vaivém. Este foi o objetivo da primeira fase de relacionamento entre EUA e Rússia, com as acoplagens do Shuttle na Mir. Portanto a Rússia deu experiência e depois o benefício que tiveram foi serem pagos e subsidiados para continuarem essa experiência. E depois há algo de muito prático no design e estética dos lançamentos espaciais russos, que mostra uma cultura diferente e creio que aí ainda há algo a ser aprendido. Os russos têm usado a sua tecnologia de forma continuada. O foguetão Soyuz é um descendente tecnológico direto do primeiro veículo de lançamento Sputnik, que nasceu da pesquisa da tecnologia V-2. Esta cápsula Soyuz, embora no interior pareça muito diferente, é tecnologia com 50 anos que está em órbita e é usada desde os anos 60. Há qualquer coisa a aprender sobre esta abordagem ao conhecimento, a vantagem e não andar só a fazer coisas novas. Culturalmente acho que isto é mais aceitável na Rússia do que nos EUA, onde por exemplo recebemos vários relatórios recentemente na NASA a reclamar de que estejam a usar fatos espaciais originalmente usados nos anos 80, sem reconhecer que entretanto houve modificações. É verdade que foram desenhados para funcionar no Shuttle, mas os componentes americanos da ISS foram feitos com essa tecnologia e um fato espacial é pensado para funcionar na nave.

E isso na Rússia é normal?

Sim, têm fatos de lançamento e reentrada que são essencialmente os mesmos que Yuri Gagarin usou em 1961. Podem parecer diferentes por fora, mas se vir os detalhes internos, funcionam basicamente da mesma maneira. Fizeram melhorias mas os fatos usados pelos cosmonautas nas saídas espaciais são muito semelhantes aos que projetaram no final dos anos 60 para a sua malfadada base lunar (que nunca saiu do papel).

E no Ocidente gostamos de coisas novas.

Sim e diz mais da forma como planeamentos e orçamentamos as missões. Vamos de programa em programa, cortamos uns, avançam outros. Em 1969, Nixon decidiu abreviar o programa Apollo. E depois começa tudo de novo com o programa Space Shuttle. Não existe um link tecnológico. Se tivéssemos continuado o programa Apollo e continuado o Skylab, depois o programa Shuttle, como tinha sido planeado, teria sido mais caro, é verdade, mas a nossa tecnologia seria muito diferente porque teria resultado de um processo contínuo em vez de haver um ponto final sempre se parte para um novo projeto.

É verdade que a aproximação espacial entre EUA e União Soviética começou com um fax em que se ofereciam para participar numa Estação Espacial Internacional, em plena Guerra Fria?

Acho que é uma versão um pouco simplificada da história. Sei que as pessoas que trabalharam nesse acordo fizeram-no durante um longo período e queriam encontrar uma maneira de envolver os russos. Havia uma preocupação com reduzir a tensão. Estavam muito preocupados que os engenheiros russos fossem para países hostis oferecer os seus conhecimentos sobre foguetões. E, como dizia há pouco, a tecnologia espacial está intimamente ligada à tecnologia militar, portanto, está a ver, ir passar a informação a países como Irão e Coreia do Norte. Mas penso que a aproximação também resultou do facto de se perceber que nunca íamos ter dinheiro aprovado pelo Congresso para dar seguimento ao plano que existia para a estação espacial Freedom. A cooperação de base tecnológica já tinha mostrado funcionar com europeus, Japão e Canadá e reconheceu-se que a Rússia tinha conhecimento que poderia ser útil. Além disso têm uma localização geográfica que para algumas coisas é inconveniente mas que, no que toca ao acesso à ISS, foi importante. Mudou-se a órbita, temos um país com 11 fusos horários e conseguimos ter estacões de monitorização espalhadas por todo o território, o que permite não depender de navios espalhados pelo mundo. Em suma, houve muitas razões.

Inclusive políticas, esse comprar de confiança.

Sim e reconhecer o valor da experiência do teste Apollo-Soyuz, que na altura foi um acontecimento isolado, mas que mostrou que podíamos fazê-lo. Podíamos criar laços entre os dois lados mesmo num clima altamente desfavorável.

O famoso aperto de mão no espaço, há 47 anos.

Sim e tudo o que esse momento representou de cooperação entre engenheiros dos dois lados, de resto como já havia algumas experiências desde os anos 60 sobretudo na área das ciências da vida. E sobretudo a compreensão de que a melhor ciência é a que é feita de forma transparente e que mantém as avenidas da comunicação e cooperação abertas.

Estudou as perceções culturais. Relaciona a desconfiança popular nos EUA face à Rússia aos momentos de triunfo espacial soviético nos anos 60?

Sim, acho que há esse medo persistente de que os russos vão à frente ou estão a manter algo em segredo, o que na minha visão foi sempre algo mais persistente na cultura popular do que na realidade. Remonta certamente sobretudo à crise dos mísseis e à campanha de Kennedy, quando afirmou que os EUA tinham uma lacuna de mísseis face aos soviéticos, quando não existia uma lacuna. Os russos tinham pouquíssimos mísseis e usavam-nos para grandes demonstrações. E depois certamente com o lançamento do primeiro satélite Sputnik [em 1957] reforçou-se isso, mas só porque foram os primeiros não quer dizer que fossem os mais capazes. As pessoas no terreno sabiam que que por detrás daquilo que foi percecionado como uma resposta silenciosa do presidente Eisenhower, havia trabalho a ser feito e tínhamos mais recursos. O nosso primeiro lançamento de um satélite falhou, mas tínhamos bases mais profundas, um programa totalmente pronto para avançar.

Está a dizer que foi sorte para o programa soviético?

Sabíamos que ambos seriam lançados durante o Ano Internacional da Geofísica [o primeiro ano da Geofísica proclamado pela ONU em 1957]. Sabíamos que havia tecnologia dos dois lados. As pessoas no terreno não ficaram surpreendidas, havia informação a circular, mas a população americana ficou: se conseguem lançar esta bola que faz bips para o espaço, conseguem lançar uma ogiva. Este era o ambiente na Guerra Fria mas tornou-se um medo muito mais profundo: Estão a olhar para nós? Quem está a espiar-nos? E os dois países o faziam mas isso não chegava aos jornais na altura.

Sente que este anúncio do presidente da Roscosmos marca o fim da era de cooperação que sucedeu a essa?

Não diria que é o fim. Já passámos por fins abruptos de programas antes. O teste Apollo-Soyuz era suposto ter durado mais tempo mas chegou ao fim quando o congresso americano que proibiu colaborações com os russos. As experiências permanecem. As pessoas trabalharam juntas. Um dia, espero, vamos conseguir ultrapassar isto e fazer coisas maiores. Infelizmente esse é o curso da história humana, em que rancores pessoais acabam por sobrepor-se a planos maiores. Acredito que a ciência e engenharia também podem sair por cima, certamente não por agora. Vai demorar tempo. Mas espero que uma próxima geração, quem sabe quando os EUA enviarem Artemis para a Lua, possamos voltar àquela proposta de Kennedy de os russos se juntarem a nós.

Para a sua geração, que viveu a primeira ida do homem à Lua, essa missão marcada para 2025 é o que mais entusiasma neste momento?

O que me entusiasma neste momento é a variedade de projetos que estão a surgir. A investigação está a afastar-se da ideia de uma competição militar que nos dominou desde a Guerra fria, libertando-nos para fazer coisas novas. Como curadora do museu vemo-lo isso no dia a dia. Temos classificações para tudo. Dantes quando classificávamos sondas planetárias tínhamos orbiters e landers, era o que conhecíamos. Mas agora há helicópteros, rovers, drones para andar em Marte, que nos vão dar um imenso conhecimento da atmosfera do planeta. Num museu, é muito interessante ver isto a avançar de uma forma que nunca tínhamos visto.

Vão ter de aumentar o museu?

[risos] Sim, seguramente.

Três objetos que marquem esta história de cooperação?

Temos um modelo de 1 para 100 da Estação Espacial Internacional e o sistema Apollo-Soyuz, que infelizmente neste momento não estão expostos, ou o fato de Norman Thagard, o primeiro astronauta que viajou a bordo da Soyuz em 1995 e que passou 115 dias na Mir, o primeiro americano a fazê-lo.

Que outras curiosidades ficam desta relação?

Há uma sala de controlo de missão nos arredores de Moscovo para os astronautas da missão Apollo-Soyus, que se manteve até hoje como homenagem. Os rituais dos cosmonautas antes do voo, que sempre foram muito mais do que os nossos. Há um jardim no cosmódromo de Baikonur onde plantam uma árvore depois de cada missão e assinam a porta do quarto onde dormem antes do lançamento.

Os rituais americanos são menos elaborados?

Há o pequeno almoço antes de embarcar. Uns jogos de poker que têm de perder para as pessoas do ground control para terem boa sorte.

E vodka a bordo da ISS? Vai acabar?

Não é suposto haver mas há alguns rumores saudáveis de que existe. Não sei, talvez tenham de fazer um compromisso com os europeus. Lembro-me que nos anos 70 houve uma controvérsia porque os navios ingleses permitiam álcool e os americanos não, o que era um problema nas missões conjuntas. Os americanos são incrivelmente rígidos nisso.

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