12/08/2022
 
 

Racismo. Em Portugal e no Brasil a história é parecida...

A mulher que proferiu as alarvidades não representa de todo o país por mais voltas que queiram dar. E não será com decretos leis que acabará o racismo, algo inerente a pessoas perturbadas e de mal com a vida. Como já o escrevi várias vezes, fui alvo de racismo em alguns países e não foi por isso que tirei conclusões precipitadas sobre esses países onde trabalhei. Bem pelo contrário: os alarves são exceções.

No último fim de semana a imprensa brasileira deu eco a duas histórias de racismo, uma que ocorreu em Portugal, envolvendo os filhos dos atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, e outra no estádio Arena da Baixada, em Curitiba, onde o clube local, o Athletico Paranaense recebeu o São Paulo.

A que se passou em Portugal, numa praia da Costa da Caparica, onde uma mulher de 57 anos proferiu comentários racistas sobre os dois filhos dos artistas, além de ter também ofendido outros clientes angolanos, mereceu grande destaque na imprensa brasileira, tendo inclusivamente o antigo Presidente e atual candidato a ocupar o lugar, Lula da Silva, mostrado a sua solidariedade com os ofendidos, apelando a um mundo sem racistas. Algo que qualquer pessoa normal ambiciona, pois o racismo é hediondo.

Penso que em Portugal já vivem mais de 200 mil brasileiros e num futuro muito próximo esse número irá aumentar exponencialmente. E isso só acontece porque Portugal não é um país racista, apesar de haver racistas, como em todo o mundo. A mulher que proferiu as alarvidades não representa de todo o país por mais voltas que queiram dar. E não será com decretos leis que acabará o racismo, algo inerente a pessoas perturbadas e de mal com a vida. Como já o escrevi várias vezes, fui alvo de racismo em alguns países e não foi por isso que tirei conclusões precipitadas sobre esses países onde trabalhei. Bem pelo contrário: os alarves são exceções.

Mas vamos ao que aconteceu em Curitiba, não tendo Lula da Silva, ao que se saiba, condenado o ocorrido. Um funcionário do São Paulo e os adeptos passaram um mau bocado e o clube reagiu em comunicado publicado ontem: “Lamentavelmente, episódios de racismo foram presenciados neste domingo, na Arena da Baixada. Um profissional do São Paulo FC, que estava trabalhando no campo, foi vítima de ataques racistas logo em seguida ao pênalti defendido pelo goleiro Felipe Alves. Ele vem recebendo o suporte do clube e já registrou Boletim de Ocorrência. Nas arquibancadas, torcedores também relataram ataques nojentos, vítimas de criminosos que simulavam gestos de macaco. É nosso dever denunciar. Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.” Bem dito.

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