12/08/2022
 
 
Ucrânia. Rússia ocupa segunda maior central de energia ucraniana

Ucrânia. Rússia ocupa segunda maior central de energia ucraniana

Wikimedia Hugo Geada 29/07/2022 08:35

Esta foi uma das maiores conquistas das forças armadas russas nas últimas semanas.

As forças russas tomaram controlo da segunda maior central de energia da Ucrânia, no este do Ucrânia, informou um assessor de Zelensky, após reivindicação dos invasores que afirmaram ter capturado esta infraestrutura intacta, uma das maiores “vitórias estratégicas” russas das últimas semanas. “Conseguiram uma pequena vantagem tática, capturaram Vuhlehirsk”, disse Oleksiy Arestovych, conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. 

Segundo o Guardian, imagens não verificadas, mas que foram partilhadas nas redes sociais pelas forças separatistas russas, pareciam mostrar combatentes da empresa militar privada russa, Wagner, em frente à fábrica termoelétrica que funciona a carvão e que se encontrava em funcionamento desde 1972.

O grupo Wagner é uma rede de mercenários descrita como o exército privado do Presidente da Rússia, Vladimir Putin. Wagner também atuou em conflitos na Síria e enviou mercenários à República Centro-Africana e no Sudão.

Esta conquista russa acontece, numa altura, em que as autoridades já anunciaram que vão realizar uma “redistribuição de tropas” massiva de tropas para regiões no sul da Ucrânia, em Melitopol, Zaporizhzhia e Kherson, de forma a prevenir um contra-ataque ucraniano.

A “preocupação” russa chega depois da Ucrânia ter deixado claro que pretende recapturar a cidade de Kherson que foi conquistada pela Rússia nos primeiros dias da guerra.

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danilov, revelou que a operação para libertar Kherson “já começou” depois de um ataque na ponte Antonivskiy, uma importante rota de abastecimento russo para a cidade ocupada pelos russos.

Num discurso feito, esta quarta-feira à noite, o Presidente Zelensky afirmou que a Ucrânia está a fazer “tudo para garantir que as forças de ocupação não tenham oportunidades logísticas no país”, e prometeu reconstruir a ponte Antonivskiy e outras travessias na região.

O conselheiro de Zelensky afirmou que a estratégia ucraniana neste momento passa por “isolar as forças russas”. “Não importa o quanto o inimigo nos supere em forças armadas e recursos na margem ocidental do Dnieper, as tropas da Ucrânia, primeiro, vão deixá-los sem munições, combustível, comunicações e comandos, e depois limparão os restos das suas forças”, cita o jornal inglês, acrescentando ainda que as forças russas vão ficar com três opções: “Recuar (se possível), render-se ou ser destruídas”.

Este conflito acontece na mesma altura em que as forças russas atacaram as regiões de Kiev e Chernihiv, zonas que não eram alvos de mísseis há semanas, no mesmo dia em que era suposto comemorar o “Dia do Estado”.

Segundo o governador regional de Kiev, Oleksiy Kuleba, uma localidade no distrito de Vyshgorod – a 20 quilómetros do centro de Kyiv– foi alvo, quinta-feira de manhã, de um ataque, que atingiu “uma infraestrutura”, mas ainda se desconhece se fez vítimas.

“A Rússia, com a ajuda de mísseis, está a vingar-se pela grande resistência popular que os ucranianos conseguiram organizar precisamente por causa da sua condição de Estado”, disse o governador à televisão ucraniana. “A Ucrânia já estragou os planos da Rússia e vai continuar a defender-se”, acrescentou.

Rússia nega pedido de conversa O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, ainda não pediu uma conversa telefónica com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, na qual tratariam de uma eventual libertação de prisioneiros norte-americanos, informaram as autoridades russas.

“Além do que está a ser divulgado pela imprensa, não recebemos um pedido [formal]”, disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, acrescentando que as autoridades russas seguem as “práticas diplomáticas usuais” e “não as práticas de falas públicas”.

Na quarta-feira, Anthony Blinken declarou que os Estados Unidos propuseram à Rússia um acordo para a repatriação da basquetebolista da WNBA Brittney Griner e de outro cidadão norte-americano, Paul Whelan.

Esta declaração foi a primeira manifestação pública de que estão a ser tomadas ações concretas para assegurar a libertação de Griner, que foi presa com acusações de posse de droga, em fevereiro no aeroporto de Moscovo.

Quanto a Griner, que joga na Rússia no Ekaterinburgo, tinha na mala de viagem recargas de óleo de canábis para serem consumidas através de cigarros eletrónicos. Alega que não sabe como isso foi parar à sua mala e que desconhecia a proibição na Rússia, tanto mais que lhe foram prescritos por médico.

Pela lei russa, arrisca-se a uma pena de prisão de 10 anos.

Paul Whelan foi condenado, em 2020, a 16 anos de prisão com acusações de espionagem. Tanto ele como a sua família têm reiteradamente repetido que estão inocentes e o governo dos Estados Unidos diz que as acusações são falsas.

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