04/12/2022
 
 
Biden exalta "compromisso inquebrantável" com Israel em Telavive

Biden exalta "compromisso inquebrantável" com Israel em Telavive

Jornal i 13/07/2022 18:05

"Vamos continuar a fazer avançar a integração de Israel na região", disse Biden nas suas primeiras declarações após a chegada, ainda na pista do aeroporto Ben-Gurion de Telavive, onde aterrou o Air Force One.

O presidente dos EUA, Joe Biden, manifestou hoje o "compromisso inquebrantável" norte-americano com Israel, logo após aterrar em Telavive na sua primeira visita oficial a Israel e à região desde que assumiu funções em janeiro de 2021.

 

"Vamos continuar a fazer avançar a integração de Israel na região", disse Biden nas suas primeiras declarações após a chegada, ainda na pista do aeroporto Ben-Gurion de Telavive, onde aterrou o Air Force One.

A aguardá-lo encontravam-se o presidente israelita Issac Herzog e o primeiro-ministro interino Yair Lapid, que sublinharam o "apoio" e a "amizade" de Biden face ao Estado judaico, e quando o último apelou a um "reforço suplementar" das relações bilaterais.

Fervoroso católico, Biden qualificou de "bendição" a sua deslocação à Terra Santa e sublinhou que a relação com Israel "é mais profunda e forte que nunca".

Após sublinhar o apoio "inquebrantável" dos norte-americanos "pela segurança de Israel", indicou que se preparava para receber informações sobre as capacidades de defesa antimíssil israelitas, incluindo o sistema "Iron Dome" ('Cúpula de Ferro'), e ainda sobre o "Iron Beam" ('Feixe de Ferro') o novo dispositivo de resposta laser contra 'drones'.

Esta é a décima visita de Biden ao país, tendo a primeira decorrido em 1973, quando foi eleito para o Senado dos EUA pelo estado de Delaware.

"Trata-se de uma vista histórica porque testemunha a ligação indissolúvel entre os nossos dois países", declarou Lapid, antes de revelar que pretende discutir com Biden "a necessidade de restaurar uma forte coligação mundial para travar o programa nuclear do Irão", inimigo de Israel e dos Estados Unidos.

Israel tenta impedir as potências ocidentais, incluindo os Estados Unidos, de relançarem o acordo internacional que enquadra o programa nuclear iraniano, e que o ex-presidente Donald Trump abandonou de forma unilateral.

Israel argumenta que a perspetiva de um eventual levantamento das sanções norte-americanas contra o Irão, incluídas no pacto entre as principais potências e Teerão, permitirá um aumento da ajuda fornecida pela República islâmica a aliados como o Hezbollah libanês e o Hamas palestiniano, jurados inimigos de Israel.

Face ao Irão, Israel procura formar uma nova "arquitetura" no Médio Oriente e que deve incluir diversos países árabes da região considerados hostis a Teerão.

Após a normalização das relações com os Emirados Árabes Unidos e Bahrein em 2020, na sequência dos esforços da anterior administração de Donald Trump, o Governo israelita espera que a deslocação de Biden à Arábia Saudita que decorre na sexta-feira forneça impulso a uma aproximação efetiva entre Telavive e Riade.

A administração Biden também vai pretender obter do reino saudita garantias sobre as quotas de produção de petróleo, que permitam travar o aumento dos preços desta matéria-prima.

Durante a visita de Biden, a polícia israelita mobilizou 16.000 agentes e numerosas estradas vão permanecer encerradas, incluindo nos territórios palestinianos ocupados.

A administração de Joe Biden também decidiu não anular a decisão de Trump, que reconheceu Jerusalém como a capital de Israel e deslocou para essa cidade a embaixada dos EUA, apesar dos fortes protestos das diversas fações palestinianas e de responsáveis e instituições internacionais.

A questão de Jerusalém permanece um dos principais obstáculos ao processo de paz israelo-palestiniano, suspenso desde 2014.

Apesar de solicitado, não está previsto nenhum encontro com a família de Shireen Abu Akleh, a jornalista palestiniana e também com nacionalidade norte-americana, assassinada a tiro em maio quando fazia a cobertura de uma operação militar israelita na Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel desde 1967.

A ONU e diversas investigações jornalísticas indicam que o disparo foi proveniente de um soldado israelita, um cenário considerado "plausível" pelos Estados Unidos, que no entanto afastaram a hipótese de um tiro deliberado, uma posição que motivou uma forte reação da família Abu Akleh.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, convidou a família Abu Akleh para se deslocar aos Estados Unidos e participar numa reunião. Segundo a sobrinha da jornalista, Lian Abu Akleh, citada pela agência noticiosa AFP, a sugestão "está a ser analisada" pelos familiares.

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