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Catarina Martins diz que Governo não gastou "um tostão" na prevenção de incêndios desde tragédias florestais em 2017

Catarina Martins diz que Governo não gastou "um tostão" na prevenção de incêndios desde tragédias florestais em 2017

Bruno Gonçalves Jornal i 11/07/2022 17:55

De acordo com a líder, mesmo com os esforços do BE nesta matéria como nas alterações à lei para limitar a área do eucalipto ou para a criação de unidades de gestão florestal “pouco ou nada foi feito” após os fogos “profundamente trágicos” em 2017, para evitar que "estas tragédias se possam repetir".

A líder do Bloco de Esquerda (BE) criticou, esta segunda-feira, a falta de ação do Governo quanto às medidas para prevenir o país dos fogos florestais, uma vez que não gastou “um tostão” nos últimos cinco anos neste problema que arde sempre na época do verão.

“É preciso agir já. É a segurança que está em causa e não podemos continuar com observatórios, estudos e programas-piloto, porque as nossas vidas não são um projeto-piloto, porque o nosso país não é um relatório. É preciso ação concreta já e investimento já no território", apontou Catarina Martins na sessão de encerramento da Universidade de Verão da Esquerda Europeia que juntou mais de 200 participantes de 21 países, durante os últimos três dias em Aveiro.

De acordo com Catarina Martins, mesmo com os esforços do BE nesta matéria como nas alterações à lei para limitar a área do eucalipto ou para a criação de unidades de gestão florestal “pouco ou nada foi feito” após os fogos “profundamente trágicos” em 2017, para evitar que "estas tragédias se possam repetir".

A líder bloquista frisou ainda que o Governo, "depois de observatórios, de estudos e de relatórios, depois mesmo de lei, não investiu um tostão nem para a criação das unidades de gestão florestal, nem para dar carreiras aos sapadores florestais, nem para reflorestar o que já tinha ardido e onde os eucaliptos cresceram sem que ninguém fizesse nada".

Não obstante, Catarina Martins salientou que este também é o “tempo da responsabilidade coletiva”, realçando que as “alterações climáticas exigem a ação dos governos”, mas também do papel da sociedade, através da sua forma de intervir individualmente ou de exigir resultados dos elementos governamentais.

Recordando que neste momento Portugal está sob "um risco máximo de incêndios e está a ser implementado um plano de contingência”, Catarina Martins afirmou que, com os incêndios nos últimos dias, “há razões para crer que estes dias que se seguem vão ser muito perigosos", unindo-se ao apelo do primeiro-ministro a população portuguesa para ter um cuidado redobrado nestes dias de altas temperaturas acompanhados por algum vento em algumas regiões do país.

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