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NOS Alive. A noite em que o francês de Stromae encantou Algés

NOS Alive. A noite em que o francês de Stromae encantou Algés

Michael Ferire Hugo Geada 07/07/2022 04:10

O primeiro dia do NOS Alive foi marcado pelos concertos dos dois cabeças de cartaz, Stromae e The Strokes, mas ainda houve muito mais música para ouvir.

Mesmo não tendo a maior das multidões ou que a sua plateia entendesse metade das palavras que disse, poucos foram os artistas que levaram a multidão à loucura como o belga Stromae.

Eternamente associado à cancão Alors on Danse, o artista percorreu a sua discografia, com um especial foco no seu disco mais recente, Multitude, e entre desafiar a audiência a replicar a coreografia das suas músicas e músicas que estavam mais próximas do rap contemporâneo cativou a audiência e levou a que estes se entregassem a um concerto memorável.

No final, em jeito de agradecimento, Stromae e os músicos que o acompanhavam realizaram um último número, cantando uma música à capella, que o público ouviu (mais ou menos) em silêncio e, no fim, brindou os artistas com uma grande salva de palmas.

Horas antes, em palco estiveram os Strokes com um concerto marcado, para além das memoráveis músicas do grupo norte-americano, pelos devaneios semi-incompreensíveis do cantor entre as músicas.

Para além do sentimento nostálgico de quem acompanha o grupo desde Is This It, pouco ficou para contar em casa, salvo talvez para o cómico momento em que o grupo cantou uma música de Clairo, artista que viu o seu concerto ser cancelado devido ao adiamento do seu voo.

Antes destes concertos, no palco Heineken, o grupo irlandês, Fontaines DC, esteve a mostrar porque é que é uma das novas coqueluches do post-brexit punk, apresentando o seu novo disco Skinty Fia, com músicas que passeavam as mais variadas tradições do rock inglês, desde o sónico shoegaze ao velhinho punk. 

Ainda no palco principal estiveram os War on Drugs, que, com o seu mais recente disco, I Don’t Live Here Anymore, mostraram que estão a envelhecer como um belo vinho maduro aprendendo a controlar cada vez melhor a sua audiência ao som de uma boa guitarra de rock clássico, os britânicos Jungle, que meteram a audiência a dançar ao som das suas animadas canções transpiradas de soul e eletrónica e também a brasileira Mallu Magalhães, que encantou todos os fãs que chegaram cedo ao recinto para ouvir as suas músicas, nomeadamente as que lançou no seu disco do ano passado, Esperança.

 

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