12/08/2022
 
 
Gasolina e gasóleo descem 1,0% e 4,4% entre abril e maio

Gasolina e gasóleo descem 1,0% e 4,4% entre abril e maio

Jornal i 06/07/2022 19:19

ERSE diz que  hipermercados continuaram em maio a apresentar “as ofertas mais competitivas”.

O preço médio de venda ao público da gasolina simples desceu 1% em maio face a abril, para dois euros por litro, enquanto o gasóleo simples recuou 4,4% para 1,893 euros, divulgou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). No seu boletim mensal do mercado dos combustíveis e GPL, o regulador refere que, em maio, o preço de venda ao público (PVP) médio da gasolina simples 95 diminuiu para 2,000 euros por litro, face aos 2,020 euros de abril, “contrariando o comportamento do preço do barril de petróleo no mercado internacional”.

A ERSE lembra ainda que, o mecanismo de revisão semanal do ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos) implementado pelo Governo para fazer face à subida do preço dos combustíveis traduziu-se, em maio face a abril, num decréscimo de 16,3 cêntimos por litro do ISP aplicado à gasolina. “A componente do PVP de maior expressão corresponde à cotação e frete, que representou em maio aproximadamente 46,2% do total da fatura da gasolina, seguindo-se os impostos (43,2%)”, refere. No entanto, diz que “observou-se, assim, uma inversão das componentes de impostos e de cotação+frete na composição do PVP da gasolina, decorrente da aplicação do mecanismo de revisão semanal do ISP”.

Já os custos de operação e margem de comercialização, a incorporação de biocombustíveis, a logística e a constituição de reservas estratégicas representam, em conjunto, cerca de 10,6% do PVP médio da gasolina simples 95.

No que diz respeito ao gasóleo simples, em maio o PVP recuou para 1,893 euros por litro (1,980 euros em abril), também “contrariando o comportamento do preço do barril de petróleo no mercado internacional”.

Na sequência da revisão semanal do imposto, o ISP aplicado ao gasóleo registou um decréscimo de 12,7 cêntimos/litro no mês de maio.

Também no gasóleo, “a maior fatia do PVP paga pelo consumidor corresponde à componente cotação e frete (48,5%), seguida do valor de impostos (36,9%)”.

“À semelhança do que ocorreu na gasolina, observou-se uma inversão das componentes de impostos e de cotação+frete na composição do PVP do gasóleo, decorrente da aplicação do mecanismo de revisão semanal do ISP”, acrescenta.

Por sua vez, “os custos de operação e margem de comercialização, a incorporação de biocombustíveis, a logística e a constituição de reservas estratégicas, representam, em conjunto, cerca de 14,5% do PVP médio do gasóleo simples”.

E garante que, os hipermercados continuaram em maio a apresentar “as ofertas mais competitivas” nos combustíveis rodoviários, seguidos pelos operadores do segmento low-cost. 

Ler Mais

Os comentários estão desactivados.


×

Pesquise no i

×
 


Ver capa em alta resolução

iOnline