12/08/2022
 
 
Prozis. "Querem controlar a minha mente. Não o permitirei"

Prozis. "Querem controlar a minha mente. Não o permitirei"

DR Maria Moreira Rato 04/07/2022 14:35

“Quanto a mim, não tenho medo. Reitero:  sou incancelável”, diz ao i, dirigindo-se aos “zombies” que “não querem ouvir 
nem debater”. O i ouviu Miguel Milhão, três especialistas em comunicação e uma influencer patrocinada pela Prozis.

Depois de, no domingo da semana passada, 26 de junho, volvidos dois dias da proibição da interrupção voluntária da gravidez em 10 estados dos EUA, ter partilhado a sua posição anti-aborto no LinkedIn, Miguel Milhão não mostra qualquer arrependimento. “Nos últimos dias fui atacado por uma cancel mob pelo simples facto de ter manifestado a minha visão sobre o que se passou nos EUA. O que me é exigido pela multidão é que peça desculpa e mude de opinião. Querem controlar a minha mente. Não o permitirei”, garante, em declarações ao i, o fundador da Prozis, a partir de Miami Beach, na Flórida.

“Além disso, existe um grupo de pessoas da indústria do entretenimento que utiliza o álibi da arte e da criatividade para silenciar, intimidar e pressionar. O seu principal objetivo não é o entretenimento, mas sim transmitir uma espécie de propaganda camuflada. Vivem, no entanto, todos os dias com medo de que o monstro que ajudaram a criar e alimentam se vire um dia contra eles. Quanto a mim, não tenho medo. Reitero: sou incancelável”, frisa o empresário de 39 anos que, aos 23, iniciou aquele que viria a ser o seu império, e diz ao i que reafirma tudo aquilo que publicou na carta aberta aos portugueses, publicada há três dias no Jornal de Negócios.

“Todo o país ficou a falar na liberdade de expressão e a refletir sobre este antídoto”, escreveu, adicionando que “a Prozis teve publicidade como nunca na sua história. E de graça”. “Com toda a humildade, acho que merecia um prémio de marketing. Calculo que o valor de publicidade conseguida esteja acima dos 10 milhões de euros”, disse, rematando que “um grupo de seres humanos infetado com a ideia de que apenas a sua opinião é válida procura, a todo o custo, infetar humanos que têm ideias diferentes”. “Estes zombies não querem ouvir nem debater – seu único objetivo é ‘comer’ os cérebros dos humanos que ainda não foram infetados”.

“Tudo começou no domingo, 26 de Junho. Vários usuários do LinkedIn manifestavam a sua opinião a favor do aborto nesta rede. Uma energia nasceu dentro de mim que me fez manifestar a minha opinião também. No meu caso, a favor da vida”, esclareceu o empresário, mas, se tivermos em conta o percurso que tem vindo a trilhar, então podemos dizer que tudo começou há muito mais tempo.

Depois de se ter lesionado quando praticava natação enquanto atleta federado, apercebeu-se da escassa oferta de produtos de nutrição desportiva no mercado português. Decidido a mudar esta realidade, vendeu o carro que o pai lhe havia oferecido – por 25 mil euros – e pôs mãos à obra. Juntamente com Jorge Costa e Silva, proprietário de uma empresa de software, a McWin, investiu desde cedo no comércio digital, alargando os horizontes da marca e chegando a países como o Brasil. Por isso, foi necessário criar um centro de logística para tratar de todos os pedidos e, desde 2006, a expansão foi tão elevada que a opção passou pelo franchising do negócio em pontos completamente distintos do globo, como os EUA.

“Parece que os bebés que ainda não nasceram têm os seus direitos de volta nos EUA. A natureza está a recuperar”, escreveu Milhão 48 horas após os estados do Alabama, Arkansas, Kentucky, Louisiana, Missouri, Ohio, Oklahoma, Dakota do Sul, Utah e Wisconsin terem, graças ao Supremo Tribunal dos EUA, revertido a decisão do caso Roe vs Wade. “Não podemos dizer que a Prozis tenha alguma vez escondido por que valores se rege, mas fica agora claro que, uma marca que usa mulheres para se promover, não lhes respeita o corpo e lhes reconhece os direitos”, divulgou, horas depois, a utilizadora do Twitter Susana Fernandes, copywriter freelancer conhecida nesta rede social por abordar questões relacionadas com a saúde mental, gerando milhares de reações.

No dia seguinte, o fundador da Prozis decidiu comentar a situação no podcast interno “Conversas do Karalho” que costuma ser produzido para os funcionários da Prozis, mas, desta vez, teve um público-alvo muito mais vasto. “É tudo uma hipocrisia”, declarou inicialmente, passando os 43 minutos a intitular os seus críticos de “pulhecos de merda” e a expor a revolta que sente. “Não gosto destes filhos da p***, desta canzoada toda”, deixou claro, em direto, referindo-se àqueles que atualmente intitula de “zombies”. “O que eu quis dizer é que, efetivamente, os bebés que ainda não nasceram estão a ganhar direitos. Não estou a falar das mulheres”, realçou, dizendo que a sua posição relativamente ao aborto “nem religiosa é; é ética”.

“A vida começa na união de um espermatozóide e de um óvulo”, argumentou, adiantando que “a natureza é um sistema e não tem lógica em nenhum sistema haver a destruição da espécie”. “Matar um embrião ou matar um feto é a mesma coisa que matar uma criança ou um adulto”, afirmou, acrescentando que “matar bebés é a pior coisa que há”, “é o mesmo que assassinar uma pessoa”. “Não consigo ultrapassar a ideia de que [o aborto] é roubar todas as experiências futuras a uma criatura que é um ser humano”, partilhou, salientando que “preferia comer terra do que mudar de ideias”.

Será que “a Prozis não precisa de Portugal”? “Sabia que o pessoal ia reagir, mas não sabia que o pessoal ia ser tão agressivo”, apontou. “Não preciso de Portugal e não preciso da Prozis. Tenho recursos ilimitados. Não me faz espécie”, rematou, atirando que “a Prozis não precisa de Portugal, é uma empresa internacional. A Prozis será talvez a marca portuguesa mais conhecida fora de Portugal”. Todavia, na sexta-feira, Milhão contextualizou o seu posicionamento. “Quem é que poderia acreditar que uma empresa que tem 10 fábricas , mais de 1000 colaboradores, milhares de parceiros , e centenas de milhares de clientes em Portugal, Não precisaria deste país? Ninguém. Mas isto atraiu os zombies. Quem poderia acreditar que alguém que fica 10 anos sem falar com a comunicação social chega para chamar ‘filhos da puta’ aos seus clientes? Ninguém. Mas isto atraiu os zombies”.

“A Prozis não tem ideias. É uma empresa privada que vende produtos e serviços, orientada para o lucro”, mencionou Milhão, avançando que os valores da empresa “têm uma estrutura judaico-cristã”. “Se é para cancelar alguém, cancelem-me a mim, que eu até pago por essa merda. Eu sou incancelável. É impossível cancelarem-me”, avisou. “Se perdemos dinheiro ou sofrermos por causa disso, é uma fatura que tem de se pagar. Mas nós não vamos ser manipulados nem empurrados por esta mob”, asseverou, denunciando que “esta ditadura das ideias é a pior que há”. “Isto não é a Coreia do Norte. Começa-se a pensar que as pessoas devem ser todas iguais, todas formatadas. Para mim, isso é o princípio do fim das civilizações”.

 

As diferenças entre a Europa e os EUA

“Não é muito comum as empresas na Europa terem este posicionamento tão evidente em relação a questões sociais e políticas. Nos EUA, isto é muito mais comum naquilo que consideram importante. As empresas são feitas por pessoas que têm ideias e convicções. Portanto, são o reflexo dos seus fundadores e gestores”, começa por explicar Alexandra Dias, CEO da agência de comunicação e marketing digital MI6, que integra também as marcas Bezz (Influencer marketing) e Taste Agency (ativação e eventos). “Durante a presidência Trump, a Ben & Jerry’s foi muito ativa numa perspetiva de igualdade racial e outros temas. E a Netflix também. E houve outros empresários que fizeram o oposto. Não estamos habituados a ler declarações tão assertivas, mas não significa que não existam. Podem é ser mais ou menos públicas”, diz a profissional que trabalhou como jornalista e em agências de comunicação, relações públicas e marketing digital.

“Enquanto consumidores, temos uma opinião e percebendo o posicionamento da marca, podemos tomar uma decisão. Vivemos numa democracia. Encerrar, ‘cancelar’, as empresas é radical, mas já tivemos situações em que declarações afetaram muito os negócios. Isto depende das convicções de quem consome. Se estamos num mercado que funciona com aquilo que o consumidor quer, temos de entender que a forma como as pessoas veem os produtos e as marcas é diferente. Os valores, a missão e a pegada que deixam são sempre tidos em conta”, explicita, sendo que no separador “A nossa promessa”, no site oficial da Prozis, no tópico “Ética acima de tudo”, lê-se o seguinte: “Tratamos os outros da mesma forma que gostamos de ser tratados. Às vezes, agressivos, outras vezes com dureza, mas também suaves e cuidadosos. Não discriminamos com base na cor, religião, sexualidade ou cultura. Contudo, não gostamos de pessoas que maltratam os outros. A nossa inspiração está enraizada nos padrões éticos do cristianismo e da cultura ocidental. Não queremos saber sobre o que é politicamente correto. Não tentes mudar-nos, não vais conseguir”.

“As empresas não podem dizer que têm políticas de responsabilidade social somente para cativar clientes. Há pessoas que trabalham com a Prozis e nem sequer sabiam o posicionamento da marca, que só leram a missão depois da polémica. Nos EUA, até há aconselhamento espiritual, a capelania empresarial. Nós não temos nada disso. Temos de ir ao encontro da qualidade dos produtos e também dos valores da marca. Não podemos acusar ninguém de falta de clareza”, narra Alexandra Dias.

“Em termos de gestão de crise há aqui alguns passos que deviam ter sido dados de outra forma. Através das redes sociais, podemos divulgar a nossa opinião. Podemos expressar abertamente o nosso pensamento, a liberdade de expressão – gostemos ou não – é incontornável e fundamental para a sociedade e cultura de cada país”, destaca a CEO. “Pode ser um abre-olhos para o setor da comunicação porque, de facto, falamos dos valores e da missão, mas muitas das vezes não de uma forma tão concreta e assertiva como está a acontecer neste caso. E podemos ver que aquilo que está dito reflete-se numa perspetiva de intervenção social”, alega, expondo que esta constitui “uma situação em que não podemos generalizar porque temos uma série de outras empresas, de outros países, que apregoam alguns valores e depois recorrem a trabalho altamente forçado, trabalho infantil, etc. Temos de ter cuidado com o hype do momento, em ir com a onda, e não esquecer outras coisas”.

Já para José Maria Barcia, consultor de comunicação na Corpcom, “em comunicação, numa situação destas, estabelece-se uma estratégia de gestão de crise. Dependendo do objetivo, a comunicação serve para resolver, amparar ou ainda ter algum benefício com um erro grave que possa criar mossa na reputação da empresa. Acredito que seria possível haver uma saída mais airosa para esta situação”, comenta. “No entanto, qualquer diretor de comunicação que define e implementa estratégias está sempre limitado pela vontade do cliente ou do patrão. Se, neste caso, o líder da Prozis quer manter uma comunicação de ataque às pessoas que o criticam, com alguns insultos pelo meio, é a sua escolha. O que posso dizer é que não gostaria de estar no papel de quem lhe trata da comunicação”.

Quanto à “estratégia de marketing” baseada em “declarações incendiárias”, o profissional é direto: “O que é que ele conseguiu fazer? Durante umas semanas tem o nome da empresa em força nas redes sociais e nas notícias. Apareceu e criou revolta e apoio. Fizeram-se artigos, peças de TV e de comentário. E fica por aqui. Uma estratégia de comunicação ou de marketing tem sempre um objetivo. Seja reconhecimento, criação e reforço de reputação, anúncio de produtos novos, etc. O que o Miguel fez foi posicionar a empresa enquanto veículo político, com uma atitude agressiva em relação aos seus consumidores e parceiros e ainda permitiu que se soubesse o espírito dentro da empresa, com algumas várias críticas à mistura”, reconhece. “Era este o objetivo?”, pergunta. “Provavelmente não. No futuro próximo, não me parece que vá a algum palco receber uma estatueta”.

Considerando que o caso tomou proporções que a Prozis “não merecia”, ainda que encare a publicação de Milhão como “equivalente a um tweet: pequeno, pessoal e que raramente acrescenta qualquer coisa à discussão pública”, José Maria lembra que “é raro encontrar uma empresa que faliu por causa da cultura de cancelamento”. “E ainda bem porque esta cultura é perigosa. Não há discussão ou argumentação. Apenas sentenças. Ao mesmo tempo, não sei quais são as consequências desta, citando Miguel Milhão, ‘estratégia de marketing’. Se perdeu faturação, clientes, parceiros, funcionários… No entanto, acredito que a Prozis vá precisar de alguém que não o Miguel a decidir o futuro da comunicação da empresa”.

 

“Continuo a gostar da Prozis, não gosto é da opinião do Miguel. Só!” “Quando foi o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, o grupo Mulliez – que detém marcas como a Auchan ou a Decathlon – disse que não sabia o que devia fazer, mas agora toda a gente continua a ir fazer compras às lojas. Temos de avaliar melhor o nosso backlash”, reitera, alinhando-se com Ana Correia, influencer que conta com quase 16 mil seguidores no Instagram e é patrocinada pela Prozis desde o início deste ano. “Eu já gostava e consumia produtos da Prozis há anos. Com o passar do tempo, comecei a crescer mais nas redes sociais e a ter bastante alcance. Via imensas meninas que já seguia com parceria e uma vez perguntei o que era preciso. Havia a opção de ter o código de desconto (visto que tinha mais de 10 mil seguidores), mas não me pareceu assim muito vantajoso em termos de ganhos monetários, então não era uma opção”, recorda a maquilhadora profissional e formadora certificada.

“Sentia que já toda a gente tinha um código. Até que soube de outro tipo de parceria que eles fazem, que é recebermos mensalmente uma caixa Prozis com imensos produtos à nossa escolha (independentemente do valor) e em troca faria unicamente um post mensal e 4 stories com as regras deles! Regras super claras e fáceis! Já para não falar noutras vantagens de enviarem sempre coisas a mais como barras, miminhos quando fazem anos, colocarem formas de ganharmos com campanhas que vão diretas para o nosso link, entre outras. A minha gestora é incrível. Clara e compreensiva”, assegura a criadora de conteúdos digitais que nunca ponderou terminar a parceria.

“Não estava a ter noção das proporções que isto estava a ter. Comecei por ver alguns comentários no Twitter, mas nunca pensei que isto ia chegar onde chegou. Aliás, sendo honesta… eu vi e pensei ‘Mais uma mente retrógrada’ e nem associei imediatamente as declarações à Prozis. Mesmo quando soube quem realmente era, nunca na vida associei consequências à marca. A Prozis é bem mais do que um fundador. Aproveito para dizer que o CEO é o Jorge Silva e não o Miguel Milhão”, atesta, esclarecendo que aquilo que mais a incomoda é o facto de os influencers, parceiros e afiliados das marcas serem sempre os primeiros prejudicados. “Sobra sempre para nós. São todos a favor de respeitar as opiniões, mas depois só respeitam aquelas que são iguais às deles. Aí já não há direitos iguais. Admito inclusive, que muitas delas fizeram um post todo fancy porque até dava alguma atenção dado ser o assunto do momento. Antes disto acontecer, a Prozis, para muitas dessas pessoas, era incrível. Deixou de ser pela opinião de um homem?”, questiona a jovem que segue o lema “No Uterus, No Opinion”, frase popularizada pelos movimentos pró-aborto nos EUA.

“Jamais a opinião dele (que não vai mudar nada) me vai incomodar. Porque é exatamente isso, opinião de quem nem um útero tem. A minha posição mantém-se. Cada macaco no seu galho. A Prozis não é um Miguel. Continuo a gostar da Prozis, não gosto é da opinião do Miguel. Só!“, exclama, sendo que a marca já perdeu vários embaixadores desde o dia 26 de junho, como as atrizes Diana Monteiro e Jessica Athayde, Sofia Manuel, conhecida como “A Tripeirinha”, ou Joana Albuquerque, antiga concorrente do Big Brother. Por outro lado, outras personalidades escreveram sobre o tema em diversas publicações, para além das redes sociais, como Joana Mortágua, que partilhou a sua opinião no i de 30 de junho. “Os mesmos que usam a imagem do corpo feminino para vender os seus produtos, não respeitam a autodeterminação desses mesmos corpos e podem até não querer ouvir as suas opiniões. Mas terão de ouvir”, avisou.

 

A marca não teria vingado

“Abomino o pensamento dele, mas não abomino os colaboradores da Prozis. Não vou compactuar com um possível despedimento coletivo! Às vezes, seria bom se nos puséssemos no lugar do outro. E se queremos respeito, temos de o manter. Não trabalho diretamente com o Miguel e ainda bem. A Prozis não me mete comida na mesa, mas dá-me imensas vantagens que eu adoro! E nunca me falhou”. Quem concorda com Ana, mas faz um alerta acerca das repercussões que esta polémica terá é Luís Matos Oliveira, fundador e CEO da Lifeboost, a primeira marca portuguesa de suplementos alimentares 100% e exclusivo em spray. “Achei despropositado, na forma e no conteúdo pois o LinkedIn não é de todo o ‘canal’ para estas ‘opiniões’ e porque demonstra ligeireza no conteúdo inicial. O tema não é para ligeirezas e frases soltas”.

“Vi depois o vídeo do podcast no YouTube e achei ‘pior a emenda que o soneto’, pois aí, além do mais, entrou na esfera empresarial”, diz, aludindo ao episódio do podcast que foi transmitido exclusivamente para fora da esfera dos funcionários da Prozis. “Se estas declarações tivessem sido feitas no início da marca a mesma não teria vingado. Se estivesse cotada em bolsa levaria a uma grande variação na cotação da empresa. O cancelamento é algo de pessoal e não generalizado. Uns cancelarão, outros não. Neste caso mexe com toda uma estrutura (por exemplo funcionários) e não serve a nada nem a ninguém por ser mau para o país (sede fiscal na Madeira) e para todas as pessoas cujos empregos estejam diretamente ou indiretamente ligados à empresa. Como se vê neste caso afeta e muito, pois como afirmo os líderes são indissociáveis das marcas. Branson, Jobs, Musk, etc, etc. Neste caso, ao declarar que ‘ninguém sabia do meu plano’ o próprio assume-se como A empresa”.

“O tempo traz as verdades e mais tarde o esquecimento”. Quanto à eventual reversão da situação, acredita que tal é “possível com contenção numa primeira fase e com uma boa estratégia de comunicação (não basta PEACE), mas sempre deixando marcas que aumentam mais e mais se se insistir na continuação deste tipo de comunicação”.

“O verdadeiro patrão de qualquer marca são os consumidores e serão eles a decidir o futuro. Se eles não quiserem não há muito a fazer. Para qualquer equipa de comunicação é necessário ‘calar’ o causador da polémica e neste caso parece-me difícil pela personalidade. Parece não existir sintonia”, finaliza, citando Milhão naqueles que considera serem exemplos de comentários empresariais e não comentários pessoais: “O pessoal que não se iluda: a Prozis não precisa de Portugal!”, “A Prozis é uma empresa internacional, provavelmente será a marca portuguesa mais conhecida fora de Portugal”, “A Prozis vive do comércio exterior: 85% do nosso negócio é exportação”, “Vendemos para Portugal, até é dos países onde vendemos mais barato e onde ganhamos menos dinheiro, porque o pessoal aqui também não tem muitos recursos” e “Não gosto desta ‘mob’, destes filhos da p/&%$. Podem todos deixar de comprar na Prozis”. “Se fizer uma estratégia de comunicação esta vai toda por água abaixo se não silenciar o emissor ”, conclui.

Em 2014, a Prozis faturava 47 milhões de euros e tinha mais de 800 mil clientes em cem mercados. Atualmente, os valores ascendem a 170 e 2 milhões, respetivamente.

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