26/06/2022
 
 
Vítor Rainho 24/06/2022
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Os novos vendedores de “escravos”

Não é muito difícil perceber que quem chega a um país completamente diferente e com outra cultura está perdido e à mercê de quem os trouxe.

A polémica tem passado ao lado da agenda mediática, mas o acordo entre os governos do Reino Unido e do Ruanda ainda vai dar muito que falar. Segundo rezam as crónicas, o Executivo de Boris Johnson pagou milhões de euros ao Ruanda para este país receber os migrantes ilegais que chegaram ao Reino Unido, depois de atravessarem o Canal da Mancha. Um dos argumentos usados pelo Reino Unido é que este acordo será um forte golpe nos ‘traficantes’ de pessoas. Não sei se isso tem alguma ponta de verdade, mas sei que a medida é bastante duvidosa – apesar de outros países pretenderem seguir o mesmo caminho, como são o caso da Austrália e da Dinamarca. É certo que pessoas que não se enquadram na cultura de um país devem seguir outro caminho – veja-se o que acontece a quem vai para países do Médio Oriente se não se seguir o estipulado pela lei.

Se os ocidentais são obrigados a respeitar a cultura e tradição desses países – onde se matam pessoas, em cerimónias públicas, por enforcamento, à pedrada, à lei do sabre, etc., e onde as mulheres são tratadas como seres de segunda, ninguém imagina associações de género irem pregar para essas terras que querem ser tratadas desta ou daquela forma – qual a razão para o inverso também não ser obrigatório? Mas, independentemente dessas questões, o que se passa na Europa terá mesmo de ser alterado para não fomentar problemas graves no futuro. Vejamos o caso português, que recebe milhares de muçulmanos – muitos deles começam a trabalhar nos campos alentejanos. O Estado tem algum organismo que controle a vida dessas pessoas? E quando digo controle, estou a falar da defesa delas. Sabe o Estado se não estão nas mãos de máfias e são obrigadas a entregar parte do seu ordenado a essas associações de gente criminosa? Por acaso as autoridades policiais, em sintonia com as fiscais, já apuraram se determinadas moradas fiscais correspondem a centenas de pessoas, estando esses pobres trabalhadores nas mãos dos tais mafiosos? Não é muito difícil perceber que quem chega a um país completamente diferente e com outra cultura está perdido e à mercê de quem os trouxe. Nada como combater esses novos exploradores de ‘escravos’.

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