29/06/2022
 
 
Varíola dos macacos. Portugal com quase 300 casos

Varíola dos macacos. Portugal com quase 300 casos

Dreamstime Redação 20/06/2022 12:49

Diagnosticadas mais 21 infeções pelo vírus Monkeypox.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou, esta segunda-feira, mais 21 casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, aumentando para 297 o número total de infeções registadas, e confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, no país.

Todos os casos continuam a dizer respeito apenas a homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.

A maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve.

A DGS sublinha ainda que os casos identificados se "mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis".

Sublinhe-se que a DGS aconselha a quem tiver sintomas e sinais compatíveis com a doença, e sobretudo se tiver tido contacto próximo com alguém que possa eventualmente estar infetado, a entrar em contacto com centros de rastreio de infeções sexualmente transmissíveis, recorrer a serviços de urgência para aconselhamento e avaliação ou ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24).

O contágio de uma pessoa para outra dá-se através de contacto físico próximo, incluindo contacto sexual. "Atualmente não se sabe se o vírus Monkeypox pode ser transmitido através de sémen ou fluidos vaginais, mas o contacto direto, pele com pele, com lesões em práticas sexuais pode transmiti-lo", alertou a DGS num documento sobre a doença, publicado no site.

A transmissão do vírus também pode ocorrer através vestuário pessoal, roupas de cama, atoalhados, objetos como talheres, pratos ou outros utensílios de uso pessoal contaminados também podem transmitir a infeção.

Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas. Estas lesões aparecem entre um a três dias após o início da febre e acabam por ulcerar e formar crostas que mais tarde secam e caem.

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