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Art Basel 2022. Galerias dos cinco continentes e valores do outro mundo

Art Basel 2022. Galerias dos cinco continentes e valores do outro mundo

José Cabrita Saraiva 17/06/2022 17:59

Na feira de arte suíça já foi vendida uma obra por 40 milhões de dólares e há miniaturas da Lua que vão ser enviadas para o espaço.

A Art Basel, a maior e mais influente feira de arte moderna e contemporânea do mundo, abriu ontem as portas ao público. Com 289 galerias dos cinco continentes e mais de 4 mil artistas representados, esta edição da feira suíça mostra bem o regresso em força do mercado. O tenista Roger Federer, um habitué do evento, foi um dos visitantes ilustres.

Apesar do atual clima de incerteza económica, há obras de artistas consagrados a atingir valores astronómicos. Uma delas é I.G., uma tela de 1993 do alemão Gerhard Richter, vendida por um valor não revelado, mas acima dos dez milhões de dólares, segundo o Financial Times. Também de Richter, considerado um dos maiores pintores vivos, encontram-se disponíveis várias ‘strip paintings’, série iniciada em 2010, uma das quais com 11 metros de comprimento. Muito mais longo ainda, por incrível que possa parecer, é o rolo de papel que o artista italiano Piero Manzoni, conhecido pela série ‘Merda d’Artista’ (latinhas com excrementos originalmente vendidos ao preço do ouro), colocou dentro de uma lata em 1961. A obra, apresentada pela galeria Michael Werner, intitula-se Linea. 1140 – e, se o papel fosse desenrolado, estender-se-ia por 1140 metros. E tem uma etiqueta do preço, apesar de se tratar de uma obra emblemática do movimento arte povera, a condizer: 6,5 milhões de dólares. O recorde deste ano pertence no entanto a uma das icónicas aranhas de Louise Bourgeois (de que também há um exemplar nos jardins de Serralves), já vendida por 40 milhões de dólares.

O_que não está para venda é a homenagem ao artista norte-americano Lawrence Weiner, desaparecido em dezembro do ano passado, que recebe os visitantes na praça que dá acesso à feira. Em grandes letras, com o design característico das obras Weiner, lê-se no chão: ‘Out of Sight’ – longe da vista, mas não do coração.

Entre as principais atrações contam-se ainda The shooting 1st July 2006, de Folkert de Jong (foto principal), a escultura ‘estilhaçada de Leonardo Drew, number 341, e Moon Phase (Leonardo da Vinci), que marca a estreia de Jeff Koons no mercado dos NFT, embora o projeto inclua também uma reprodução da Lua em aço inoxidável e 125 miniaturas que serão enviadas a partir do Kennedy Space Center para o satélite natural da Terra.

Entre as mais de 200 galerias presentes em Basileia há duas portuguesas, a Cristina Guerra e a Pedro Cera, ambas de Lisboa. A feira fecha portas dia 19 de junho.

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