27/06/2022
 
 
EUA sancionam rede de empresas que apoiam indústria petroquímica iraniana

EUA sancionam rede de empresas que apoiam indústria petroquímica iraniana

Jornal i 16/06/2022 19:48

O Tesouro anunciou o bloqueio de todas as propriedades nos Estados Unidos da América das empresas e indivíduos sancionados e proibiu-os de fazer negócios sob a lei norte-americana.

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou hoje uma rede de empresas iranianas, bem como empresas alegadamente de fachada localizadas na China e nos Emirados Árabes Unidos, usadas para contornar o veto comercial contra a indústria petroquímica iraniana.

 

O Tesouro anunciou o bloqueio de todas as propriedades nos Estados Unidos da América das empresas e indivíduos sancionados e proibiu-os de fazer negócios sob a lei norte-americana.

"Até chegarmos a um acordo iremos continuar a usar a nossa política de sanções para limitar as exportações de petróleo e petroquímicos do Irão", disse o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Brian Nelson, em comunicado.

As empresas iranianas sancionadas são a Marun, Kharg e Fanavaran, acusadas de fornecer materiais e serviços à Triliance, uma petroquímica iraniana que já foi sancionada pelos Estados Unidos em 2020.

O Tesouro também sancionou a Keen Well e Teamford, com sede em Hong Kong, e a GX Shipping, Future Gate, Sky Zone e Youchem, com sede nos Emirados Árabes Unidos, por alegadamente receberem e realizarem transações secretas para a Triliance.

As autoridades dos EUA impuseram ainda sanções contra o corretor chinês Jingfeng Gao e o indiano Mohammad Shaheed Ruknooddin Bhore por trabalharem para a empresa petroquímica iraniana.

Em 2018, o então presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou o acordo nuclear com o Irão e reimpôs sanções ao país, que respondeu um ano depois acelerando os esforços nucleares.

Na semana passada, o Conselho de Governadores da ONU aprovou uma resolução contra Teerão pela falta de transparência na cooperação com a agência.

Teerão respondeu com a decisão de retirar 27 câmaras que permitiam que inspetores internacionais monitorizassem as suas atividades nucleares.

Ler Mais

Os comentários estão desactivados.


×

Pesquise no i

×
 


Ver capa em alta resolução

iOnline