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Moedas quer investir na habitação para "os mais pobres" e aqueles "que não têm dinheiro para viver na cidade"

Moedas quer investir na habitação para "os mais pobres" e aqueles "que não têm dinheiro para viver na cidade"

Bruno Gonçalves Maria Moreira Rato 16/06/2022 17:46

"É muito importante entendermos que esta cidade funciona porque protegemos os mais pobres. Temos 60 mil pessoas que vivem em habitações sociais", realçou o autarca em entrevista à CNN Internacional.

"Lisboa é uma cidade fantástica e resiliente. Trabalhei no Goldman Sachs durante a crise, portanto, sei aquilo que devemos fazer: investir mais em inovação, na cultura e se Lisboa se tornar no spot de inovação na Europa... acho que será uma grande oportunidade para a cidade!", começou por dizer, em entrevista ao jornalista britânico Richard Quest, Carlos Moedas. "É algo que posso fazer porque fui comissário europeu, temos de criar emprego nesta nova economia. Temos os fundos de Próxima Geração da UE e estamos a investi-los não só em inovação, mas também na habitação social", asseverou o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa à cara da CNN Internacional que escolheu Lisboa e os Santos Populares como tema do seu próximo programa de viagens.

"É muito importante entendermos que esta cidade funciona porque protegemos os mais pobres. Temos 60 mil pessoas que vivem em habitações sociais. Estamos a investir mais, a proteger as pessoas e a dar-lhes a oportunidade de viver bem. Temos uma economia muito diversificada. O turismo representa 25% da economia, os serviços 20%, os serviços financeiros 15%... Ou seja, queremos diversificar e a tecnologia está a atrair muitas pessoas que vêm como turistas e depois ficam. Quero que as pessoas venham e criem empregos e empresas", adiantou o dirigente no mesmo dia em que o Instituto Nacional de Estatística (INE) veiculou dados que indicam que o setor do alojamento turístico recuperou em abril de uma forma expressiva em relação aos dois anos marcados pelo surgimento da pandemia, tendo ultrapassado, nesse mês da Páscoa, os níveis de atividade registados em 2019.

Há dois meses, o país registou 2,4 milhões de hóspedes e seis milhões de dormidas, mais 425% e 548% do que no período homólogo do ano passado, respetivamente. Se recuarmos até abril de 2019 verifica-se um crescimento superior a 1%, sendo que no caso do número de hóspedes é de 1,6% e nas dormidas de 1,1%. "Temos de investir na habitação não só para os mais pobres, mas também para os professores, polícias que não têm dinheiro para viver na cidade. O turismo representa quase 40% do emprego, em Lisboa, por isso temos de mantê-lo. Uma parte importantíssima do meu trabalho é manter o bom turismo. Todos os dias, a população cresce 8% com os turistas: não é muito, estamos bem longe de Veneza, Paris e outras cidades", respondeu Moedas quando questionado por Quest acerca do eventual 'excesso de turismo' que possa ser registado.

"Precisamos do turismo, queremos o turismo e precisamos dele para dar retorno à população portuguesa. Por exemplo, temos o Museu do Tesouro Real que é um projeto de 31 milhões de euros. Tem de haver harmonia", afirmou, referindo-se à instituição que foi inaugurada no início deste mês e expõe joias e peças da ourivesaria real portuguesa e sendo rapidamente inquirido sobre a forma como a sua perceção das funções que desempenha mudara desde outubro, a última vez em que conversara com Quest. "Adoro este cargo porque é um trabalho de proximidade: posso resolver os problemas das pessoas, fazer coisas que mudam as suas vidas".

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