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Israel aumenta permissões de entrada para palestinianos de Gaza

Israel aumenta permissões de entrada para palestinianos de Gaza

Jornal i 16/06/2022 16:44

"O Ministro da Defesa decidiu aumentar em 2.000 o número de entradas em Israel para palestinianos de Gaza, elevando o total para 14.000" por dia, indicou o Cogat (Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios), unidade do Ministério da Defesa daquele país que supervisiona as atividades civis no território da Palestina.

O Governo de Israel anunciou hoje a decisão de aumentar em dois mil o número de permissões de entrada no país concedidas a palestinianos da Faixa de Gaza, enclave sob bloqueio do Estado judeu há 15 anos.

 

"O Ministro da Defesa decidiu aumentar em 2.000 o número de entradas em Israel para palestinianos de Gaza, elevando o total para 14.000" por dia, indicou o Cogat (Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios), unidade do Ministério da Defesa daquele país que supervisiona as atividades civis no território da Palestina.

Estas "medidas civis relativas à Faixa de Gaza dependem da manutenção da segurança e a sua extensão será avaliada de acordo com a situação", acrescenta o comunicado de imprensa do Cogat.

De acordo com a Agência France-Presse (AFP), o comunicado especifica que as autorizações para entrar em Israel são destinadas a fins económicos e adicionais às autorizações de trabalho já concedidas a 20.000 habitantes de Gaza, por decisão do ministro da Defesa israelita Benny Gantz.

No final de março, o governo israelita aumentou o número de autorizações de trabalho concedidas aos palestinos na Faixa de Gaza de 12.000 para 20.000.

O Estado judeu impôs um bloqueio ao enclave palestino de Gaza desde 2007, quando o movimento islâmico armado Hamas assumiu o poder.

Além do ponto de passagem de Rafah, entre o sul da Faixa de Gaza e o Egito, Israel controla todas as entradas e saídas do enclave, tanto de mercadorias quanto de pessoas.

Em Israel, a maioria dos trabalhadores de Gaza está empregada na construção e na agricultura, onde, segundo a AFP recebem salários mais elevados do que no enclave de 2,3 milhões de pessoas, devastado pela guerra, com uma pobreza próxima dos 60% e desemprego endémico na ordem dos 50%.

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