29/06/2022
 
 
Ana Cristina Silva. "O marido foi colocado em Cuba, ela foi com ele e apaixonou-se pelo Che"

Ana Cristina Silva. "O marido foi colocado em Cuba, ela foi com ele e apaixonou-se pelo Che"

DR Maria Moreira Rato 16/06/2022 15:42

Em À Procura da Manhã Clara, a escritora traça o retrato de Annie Silva Pais, filha de Armanda e Fernando Silva Pais, o último diretor da PIDE.

Quem foi Annie Silva Pais? “Ela acreditou no Homem Novo. Isso vê-se mais, se calhar, pela forma como ela viveu o Verão Quente de 1975. Ela acreditava na causa revolucionária e, para além das suas fantasias relacionais, a política - não no sentido mesquinho do termo, mas sim a visão de uma sociedade mais igualitária e justa - era, sobretudo, uma luta para melhorar a sociedade”, explica a escritora e professora universitária Ana Cristina Silva, que decidiu narrar a história da filha do último diretor da PIDE por meio da ficção, mas baseando-se sempre em situações e relatos factuais.

“A Annie, se não tivesse nascido em 1935, se não tivesse 10 anos em 1945, se não fosse adolescente nos anos 50... Se não tivesse vivido o Estado Novo... Não seria a mesma”, garante a autora. “Em 1970, uma grande percentagem das pessoas era analfabeta. A mortalidade infantil era assustadora. Havia muita gente que passava fome. Os salários continuam a ser uma miséria mas, apesar de tudo, não se comparam. É preciso reavivar isto tudo no espírito das pessoas”, diz, referindo-se a um cliché que se ouve muitas das vezes: “antigamente é que era bom!”.

Para dar igualmente a conhecer o período do Estado Novo e aquele que lhe sucedeu, debruçou-se sobre a vida da revolucionária que acabou por morrer a 13 de julho de 1989, tendo sido sepultada numa campa anónima num cemitério cubano.

 

Sendo da área da Psicologia, como é que se apaixonou pela Literatura?

Sempre fui uma grande leitora e, quando era miúda, escrevi contos autobiográficos. Mas abandonei isto, fiz um percurso normal e, por volta dos 30 e tal anos, tive uma paixão enorme por um estrangeiro. A Agustina Bessa-Luís refere que há escritores que despertam para a escrita desta maneira: tive um desgosto. Antes disso, escrevi um romance, dei-o a ler a uma amiga minha que é professora de Português e a um tio meu que era jornalista e disseram-me que nunca tinham lido nada sobre o amor daquela maneira. Não interessa porque isso não está publicado em lago nenhum. Depois, a paixão acabou, fiz o doutoramento, tinha uns 35 anos, e terminei-o num ano para saber se era capaz de escrever um livro. Então, escrevi sobre a Mariana Alcoforado, que também se apaixonou por um estrangeiro, o Chamilly. Portanto, escrevi o Mariana, Todas as Cartas, em que ela é velha, sabe que o Chamilly morreu e volta a escrever-lhe. Não conhecia ninguém no meio literário e li um livro na Gótica e pensei que aquilo que tinha escrito poderia enquadrar-se. Enviei o manuscrito, o meu leitor foi o Pedro Mexia e foi assim que a minha carreira literária começou, em 2002. Devo dizer que nunca mais senti, e devo à Maria da Piedade Ferreira “esse momento de pura euforia apaixonada”, a mesma idolatria, o mesmo momento que senti quando tive esse livro nas minhas mãos.

A paixão acabou em desgosto.

Pois acabou...

Pelo menos, serviu de inspiração.

Sim, tudo se conjugou com a minha história. Deve estar, de algum modo, ligado às próprias Cartas porque, na altura, havia ainda o Acontece e o João Barrento fazia a crítica de tradução. E considerou que era uma nova tradução da edição publicada em 1669 pelo editor Claude Barbin. O que é um elogio!

Publicou “Bela”, uma biografia ficcionada de Florbela Espanca. Sente algo diferente quando escreve sobre mulheres?

Não é que eu escreva apenas biografias romanceadas, mas gosto muito de as escrever. Para além disso, muitas das vezes, acabam por ser sobre mulheres e também os romances. Por exemplo, escrevi sobre a Inquisição e a personagem principal é uma mulher. Escrevi sobre violência doméstica e a personagem principal é uma mulher. Há personalidades e personagens extraordinárias que tiveram uma certa invisibilidade: a Florbela Espanca, por acaso, do ponto de vista literário, é conhecida porque Guido Batelli, que foi professor universitário em Coimbra, se interessou pela obra dela. Ela viveu para a literatura e é um caso em que a minha formação em Psicologia ajudou a moldar a história porque parti do princípio de que ela era uma borderline, tendo em conta o contexto da vida familiar e a natureza da sua poesia. Os temas e a sua expressão poética cruzam-se com os seus próprios dramas. Nesse sentido, a minha formação sustenta a forma como eu abordo tudo. Não é que sinta de forma diferente, pois já escrevi sobre o Al-Mu’Tamid [poeta árabe do século XI, nascido em Beja, e último rei da dinastia Abábida], por exemplo... Em termos do processo da escrita, não há nada distinto, mas em função de uma certa invisibilidade que as mulheres tiveram ao longo da História, tenho mais tendência em escrever acerca delas. 

Já foi menosprezada como autora por ser mulher?

Há uns tempos, fui convidada para falar sobre As Longas Noites de Caxias, um livro sobre duas mulheres - uma presa e uma torturadora -, mas, como tenho uma base científica, a minha vida é no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), pensava que me estavam a convidar para apresentar uma comunicação. Não percebi bem a diferença e escrevi sobre a invisibilidade das mulheres escritoras. As escritoras portuguesas, provavelmente, só a partir dos anos 50 tiveram alguma visibilidade. Como a Agustina Bessa-Luís, mas era um pouco masculina a escrever no sentido em que as suas personagens femininas estão sempre em casa, são os homens que partem... Aproxima-se dos valores tradicionais do patriarcado. Isto sem fazer juízes de valor à qualidade da sua escrita. Por outro lado, há escritoras, como a Judite de Carvalho, a Natália Nunes ou a Irene Lisboa - que escreveu sob um pseudónimo masculino -, que somente começaram a ter uma certa paridade em relação à qualidade literária mais tarde. Continuo a achar que, apesar de tudo, os homens escritores têm mais facilidade - não sei bem porquê, até porque a maior parte das leitoras é do género feminino - em chegar ao público em geral. Os nomes mais sonantes da literatura atual portuguesa, aqueles que mais facilmente são reconhecidos... São homens.

Afonso Reis Cabral, José Luís Peixoto, João Tordo, Rui Zink, Afonso Cruz...

Ok, mas consegue dizer nomes de autoras com essa mesma rapidez?

Há nomes que se têm destacado, como Ana Bárbara Pedrosa.

Mas não são reconhecidos como os dos colegas do género masculino! A comunicação social tem alguma responsabilidade nisto porque acaba por valorizar mais os homens do que as mulheres. Sei que, neste momento, há muito pouco espaço para esta temática nos órgãos de informação...

Também porque 61% dos portugueses não leram um único livro no ano passado.

Sim, mas temos de modificar isto e não reforçar. Sou investigadora no ISPA e a minha especialidade é a aprendizagem da leitura. Ler é fundamental para criar empatia em relação aos outros, aumentar o conhecimento que temos de nós mesmos, aumentar e ampliar o vocabulário e as estruturas sintéticas que integram o nosso pensamento e, consequentemente, a precisão e amplitude convergente e divergente dos raciocínios, sermos cidadãos mais ativos e com capacidade de escolha melhor. Portanto, é necessário que haja uma política de leitura. Não é por acaso que nesse estudo, de que toda a gente fala, uma grande percentagem desses 61% nunca tinham ido a uma livraria, nunca lhes tinham oferecido um livro, nunca tinham ido a uma feira do livro... Não se pode deixar tudo para as escolas e a comunicação social tem o papel de promover a literatura portuguesa. O espaço é cada vez mais estreito e, dentro desse, é ainda mais para as mulheres. Só não entendo bem o motivo.

Como tomou a decisão de escrever sobre a Annie Silva Pais?

Ela veio ter comigo. Li o livro A Filha Rebelde [de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz], talvez no verão de 2019. É uma investigação jornalística muitíssimo bem feita e a história dela é absolutamente venturosa. Venturosa e, eventualmente, com algumas improbabilidades. Se eu inventasse esta história, uma leitora dir-me-ia que não é plausível! Li o livro duas vezes e, de repente, estava na Bertrand, numa reunião e disse: “Vou escrever sobre esta mulher”. Uma mulher nascida no seio da alta burguesia, filha da segunda figura do regime - o Américo Tomás era uma figura decorativa -, de uma mãe que contraria verdadeiramente a tendência natural para os instintos maternais... Muitas das opções da Annie decorrem de uma oposição àquela mãe: uma senhora fútil que tinha ciúmes da filha e quis desenhar uma vida para ela que correspondesse aos seus próprios valores. E, desde nova, a Annie procurou libertar-se. Não é por acaso que, nos anos 50, antes de ter casado com o diplomata suíço, teve dois namorados estrangeiros! O marido era fascista, foi colocado em Cuba, ela foi com ele e apaixonou-se pelo Che Guevara. Abraçou a causa revolucionária.

Não se dedicava às questões que assolavam o país, certo?

Exato. Começou a ser sensibilizada - e isto sou eu a misturar a ficção com a realidade - pela visão que esses namorados estrangeiros tinham em relação à miséria e à opressão do Portugal do fim dos anos 50, início dos anos 60. Não sabemos se houve mesmo uma relação sexual com o Che Guevara, como é que ela recebeu a notícia da morte dele e lidou com este desgosto... Tudo isto é a ficcionista a falar. Pode ter acontecido como narrei, mas não sei! No período da Conferência Tricontinental de 1966, ela teve o encontro com o Vargas Llosa: inventei isso porque achei interessante que ele estivesse lá a discutir o papel do romance no percurso revolucionário. 

É fascinante preencher esses “espaços em branco”?

É tão interessante como o próprio processo de escrita. É por isso que eu escrevo. Aliás, faço este 20 anos de literatura e publiquei 15 romances. Não é que eu venda muito, até porque há muitos leitores que nunca ouviram falar de mim...

As vendas nem sempre refletem a qualidade das obras.

Concordo... De qualquer maneira, tenho o meu emprego e não dependo da literatura. Para mim, é intrinsecamente incrível montar o puzzle. Sou psicóloga e aquilo que descrevo é revelador de um determinado padrão que eu identifico e isso para mim é quase automático. A Joyce Carol Oates, uma escritora norte-americana muito famosa, fala na “fé do escritor”. Eu acredito nisso: temos de acreditar que escrever resolve os problemas que a própria narrativa nos coloca. E fazer isso numa primeira fase sem censura - mesmo que aquilo que saia tenha muitas falhas -, escrever muito, com lixo pelo meio, tendo a noção de que tem de ser ‘limpo’ e acabo por limar. Nos últimos anos, aprendi a fazer isso mesmo. Quando escrevi o primeiro livro, demorei quatro meses. Veio ao mundo tal como o entreguei! Agora, demoro vários meses a rever tudo, tirar frases, acrescentar outras... A partir de certa altura, com a ajuda dos editores, claro. Não devem desvirtuar o ponto de vista do autor - um bom editor adapta-se à natureza única da voz de cada autor -, mas serem capazes de ver pequenas coisas que o autor não vê.

Como tem sido a sua experiência? Tentaram desvirtuar, como mencionou, algum dos seus manuscritos?

Sim, e acabou mal. Procuro aprender sempre alguma coisa com pontos de vista diferentes. Podemos sempre aperfeiçoar mas, a determinado momento, nem o José Saramago - que é o meu ídolo literário português - conseguia ter as páginas todas de um livro absolutamente perfeitas. Há sempre pequenas falhas. Gosto de estruturar as narrativas, escrevo sobre situações-limite e a minha voz tem de se sobrepor à de qualquer editor. E tem de haver o oposto: o editor tem de respeitar o autor e não procurar quase escrever um livro que não escreveu! 

Em 2016, ao Observador, José Paulo Fafe disse que Annie era uma mulher “de grandes paixões”, para quem tudo “era um caso de amor”.

Não é tudo um caso de amor para todas as mulheres nem pouco mais ou menos. Aquilo que penso é que a Annie andou sempre à procura do amor por causa daquela mãe. Não sou nada de determinismos porque há miúdos que foram criados nos campos de concentração nazi e tiveram figuras que lhes deram apoio e resiliência. De algum modo, também lhe aconteceu isso com o pai e por isso é que o amou até ao fim. Vou dar um exemplo factual: a Annie estava a morrer, muito mal, porque teve um cancro da mama que metastizou para os ossos, disseram à D. Nita para ir ver a filha e ela recusou porque não tinha as malas feitas. A filha era mais nova e tanto ou mais bonita do que a mãe. Quis modelar a vida da filha consoante os seus planos mas, apesar disso, o último telefonema que a Annie fez foi à mãe a pedir: “Não me abandones”. Este vazio ancestral pode ter condicionado algumas das escolhas que ela fez, mas é completamente diferente do que pensar: “Ela era uma desmiolada que escolhia em função do amor deste, daquele ou do outro”. Não foi bem assim: ela andava nas jornadas de trabalho e era uma burguesa criada com todas as regalias. Teve alguns privilégios, claro, mas mesmo assim comia tudo racionado como as outras pessoas. A determinada altura, viajou muito como tradutora do regime, mas durante muito tempo teve um padrão de vida igual ao de tantos outros cubanos. E não quer dizer que tenha sido, e isso disse-me o Valdemar Cruz, uma pessoa que tenha estudado profundamente Marx, Lenine e outros. Com o José Pedro Castanheira, mostrou que a Annie era opaca em relação aos pais, como se ninguém a conseguisse interpretar. Falei com muitas pessoas, incluindo amigas dela que me disseram que ela era muito acessível e, simultaneamente, reservada e misteriosa. Contavam-lhe tudo, mas dela não sabiam quase nada. Disse-lhes que teria vivido com o Che, mas, aparentemente, tal não aconteceu. Houve, de facto, uma faísca, é provável que essa faísca tivesse tido alguma consequência do ponto de vista sexual, mas não mais do que isso porque senão haveria outro tipo de registos. Ela era um pouco mitómana, mas não no sentido de mentir para se vangloriar ou fazer-se superior, mas por querer ajustar a sua vida...

Àquilo que esperavam dela?

À narrativa fantasiosa que ela gostaria que tivesse acontecido. Por exemplo, ela tinha sido educada no Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, como acontecia com todas as “meninas de bem”. No entanto, a uma das amigas cubanas, disse que tinha sido educada num colégio na Alsácia e que tinha sido muito influenciada por um tio revolucionário. Isto é absolutamente mentira: quando ela diz isto, a influência do pai fascista “vai à vida”.

Quis distanciar-se dessa realidade?

A amiga só descobriu a verdade quando o Valdemar andou a fazer investigação. Estava em Cuba, ninguém sabia da vida dela cá. Não acho que tenha dito isto por mal, era fantasiosa. A própria mãe era assim. Não é uma mitómana instrumental que mente para obter determinadas vantagens, ser vista de outra maneira pelos outros... 

Além destas “mentiras” que não foram ditas propositadamente, quais são as restantes que foram conhecidas?

São essas as coisas que eu sei. Ela era apaixonada pelo amor. A paixão que ela teve pelo Che... No livro, na noite que passa com ele, falo do vestido vermelho pendurado no armário. E isto é verdade porque o Valdemar entrevistou o marido dela, que ainda a odiava muitos anos depois, e ele contou-lhe isso. Se calhar, foi a sua principal fantasia: a relação que teve e não teve com o Che. 

O que é que a política significava na vida de Annie?

Ela acreditou no Homem Novo. Isso vê-se mais, se calhar, pela forma como ela viveu o Verão Quente de 1975. Ela acreditava na causa revolucionária e, para além das suas fantasias relacionais, a política - não no sentido mesquinho do termo, mas sim a visão de uma sociedade mais igualitária e justa - era, sobretudo, uma luta para melhorar a sociedade.

Porque é que foi sepultada numa campa anónima?

Tem a ver com os hábitos dos cubanos. 

Não foi por desprezo ou algo semelhante?

Não, não me parece. Mas eu, apesar de recorrer a factos d’A Filha Rebelde, ficcionei muitas coisas. Tal como com as cartas.

Como assim?

As cartas estão no domínio daquilo que, muitas das vezes, pensamos e sentimos mas não comunicamos ao outro. É o lado oculto da nossa própria alma. É ficção, a minha interpretação...

Tal como a descoberta das mesmas pela mãe?

Sim. Na realidade, ela rasgou imensas coisas, registos fotográficos também... Interpretando isto, penso que tenha sido porque a Annie não correspondeu à filha que ela queria ter tido. Alguém só faz isto quando aqueles documentos registam uma vida que ela não queria que tivesse sido a da filha, não é difícil de entender. Mas, na minha ficção, ela não tem coragem de rasgar tudo porque é como se representassem a voz da filha.

Em entrevista à, NiT, disse que “as pessoas abaixo dos 45 anos têm uma visão muito pouco profunda” e que “não é por acaso que o Salazar há uns anos foi considerado o maior português de sempre”. Este livro pode auxiliar os portugueses, principalmente os mais novos, a perceber esta época?

Acredito que as pessoas são as pessoas e o seu contexto. A Annie, se não tivesse nascido em 1935, se não tivesse 10 anos em 1945, se não fosse adolescente nos anos 50... Se não tivesse vivido o Estado Novo... Não seria a mesma. Em 1970, uma grande percentagem das pessoas era analfabeta. A mortalidade infantil era assustadora. Havia muita gente que passava fome. Os salários continuam a ser uma miséria mas, apesar de tudo, não se comparam. É preciso reavivar isto tudo no espírito das pessoas. Hoje em dia, uma mentira repetida muitas vezes parece que se torna verdade: pandemia, Trump, Bolsonaro... Enfim, as fake news circulam com facilidade. O jornalismo rendeu-se também às audiências, mas não pode estar subordinado às mesmas. 

A RTP1 vai estrear em breve a série de televisão “Cubra Libre”.

Foi uma coincidência. Não sei quem são os realizadores, os atores... 

Falaram consigo?

Não, mas compreendo porque nem sequer sabiam que estava a escrever este livro!

O que está a escrever agora?

Estou a escrever sobre um homem, uma figura histórica, de poder, como poderia estar a escrever sobre o Putin. Dizem que os escritores escrevem sobre aquilo que lhes é familiar: também o faço, mas gosto mais de utilizar a escrita para me ajudar a compreender aquilo que não compreendo muito bem. Neste caso, uma das coisas que não entendo bem é o poder, a orgia do poder, aquilo que se faz em nome dele... É algo que não percebo, mas que se vê claramente nos tempos atuais com o Putin.

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