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Menina de 11 anos, sobrevivente do massacre no Texas, pede "segurança" ao Congresso dos EUA

Menina de 11 anos, sobrevivente do massacre no Texas, pede "segurança" ao Congresso dos EUA

Jornal i 08/06/2022 20:39

O agressor, armado com uma espingarda semiautomática AR-15, baleou a professora de Miah Cerrillo na cabeça, dizendo-lhe "boa noite". Depois, começou a disparar sobre os alunos e sobre o quadro branco.

Miah Cerrillo, de 11 anos, uma criança que sobreviveu ao massacre na escola primária no estado do Texas, nos Estados Unidos da América (EUA), pediu, esta quarta-feira, segurança ao Congresso.

Através de vídeo, a menina interveio numa Comissão da Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA, onde estiveram presentes outras vítimas a testemunhar o ataque que voltou a abalar o mundo, em que morreram 19 alunos e duas professoras.

Miah Cerrillo, durante a sua intervenção, explicou que estava a ver um filme, com outros colegas, quando uma das suas professoras recebeu uma mensagem de correio eletrónico e se apressou a fechar à chave a porta da sala de aula em que se encontravam. Ao mesmo tempo, pedia aos alunos que se escondessem atrás das mochilas e da sua secretária.

O agressor, armado com uma espingarda semiautomática AR-15, baleou a professora de Miah Cerrillo na cabeça, dizendo-lhe "boa noite". Depois, começou a disparar sobre os alunos e sobre o quadro branco. "Quando fugi para junto das mochilas, ele disparou sobre o meu amigo que estava ao pé de mim. Pensei que ia voltar à sala, então cobri-me de sangue, espalhei-o sobre mim", relatou a menina.

Depois, deslocou-se até junto do corpo da professora, pegou no seu telemóvel e ligou para o número de emergências 911. "Disse-lhes que precisava de ajuda e que enviassem a polícia para aquela sala", recordou Miah Cerrillo.

Depois de ter sido questionada sobre o que queria agora, a menina foi clara: "Ter segurança". Quando o pai lhe perguntou se se sentia a salvo na escola, a resposta não foi surpreendente, tendo dito que não. "Não quero que volte a acontecer", confessou. 

O pai, Miguel Cerrillo, testemunhou pessoalmente perante a comissão e pediu aos congressistas que implementem mudanças. "Venho aqui porque poderia ter perdido a minha filha. E ela não já é a mesma menina pequena com quem eu costumava brincar e correr e tudo isso", afirmou. 

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