29/06/2022
 
 
Vítor Rainho 20/05/2022
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Guerra na Ucrânia. A verdade da mentira

Parece óbvio que muita coisa se está a passar nos bastidores e é natural que não tenhamos conhecimento dessas movimentações, mas não deixa de ser estranho que, quer de um lado quer do outro, se vão apresentando imagens para ‘papalvos’ se entreterem.

Por mais voltas que se queira dar, a Ucrânia sofreu uma grande derrota na rendição da fábrica de Azovstal, quando tinha dito que preferia que os seus soldados morressem a entregarem-se. Mas a história do hastear da bandeira branca ainda está muito mal contada, pelo menos para um leigo como eu. Das imagens transmitidas, que eu saiba, não vi nenhum nazi assumido, nem no comportamento, nem nas tatuagens, e também não vi, tão pouco, mercenários estrangeiros. Onde está essa rapaziada? Ainda está nas catacumbas da fábrica de Azovstal? E o que será feito daqueles que se entregaram, quando há russos no Parlamento a defenderem a pena de morte para “esses assassinos”?

Parece óbvio que muita coisa se está a passar nos bastidores e é natural que não tenhamos conhecimento dessas movimentações, mas não deixa de ser estranho que, quer de um lado quer do outro, se vão apresentando imagens para ‘papalvos’ se entreterem. No que diz respeito aos russos, mostram imagens de cidadãos contentes – calculo que sejam russos – com as conquistas dos soldados de Putin, enquanto os ucranianos também fazem uma coisa miserável que é julgar um pobre soldado russo, como se este desgraçado fosse o culpado das atrocidades dos seus superiores.

Digamos que estamos numa das fases mais feias da guerra, no que aos bastidores diz respeito. É óbvio que nada disto justifica as atrocidades russas e a invasão miserável. Como era de prever, numa guerra cometem-se atrocidades de parte a parte, as imagens do que os russos deixaram para trás nas cidades que abandonaram são angustiantes e revoltantes – desde assassínios a sangue frio, até violações de crianças e mulheres –, mas também os ucranianos não são meninos de coro e basta ver as imagens de soldados ucranianos a balearem um preso russo. Quero com isto dizer que não se pode comparar a barbárie de um povo invasor, o russo, com as atrocidades esporádicas dos ucranianos, mas que falta muita informação para termos o retrato completo do que se passa, disso não há dúvidas. E esperemos que os russos não levem a sua loucura para outros povos próximos da sua fronteira.

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