29/06/2022
 
 
Vítor Rainho 19/05/2022
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Covid. O terror dos casamentos

Agora que as pessoas voltaram à sua vida normal, o vírus parece ter voltado em força para chatear, mesmo aqueles que estão vacinados ou que foram infetados há menos de um ano.

Durante a pior fase da pandemia, largas centenas de pessoas não puderam estar presentes no funeral dos seus familiares e tão pouco visitar quem estava hospitalizado. Também largas centenas de casamentos foram adiados, como batizados ou viagens que não se fizeram por o mundo estar fechado para tratar da covid. Agora que as pessoas voltaram à sua vida normal, o vírus parece ter voltado em força para chatear, mesmo aqueles que estão vacinados ou que foram infetados há menos de um ano.

No último fim de semana, por exemplo, tive conhecimento de dois casamentos, onde os presentes, como era previsível, deram asas à sua alegria e conviveram alegremente, dançando e abraçando-se uns aos outros. Num dos enlaces, os noivos tinham decidido escolher um desses destinos paradisíacos para a lua de mel, tendo feito o teste PCR na quinta-feira – onde deram negativo. Mas quando embarcaram no domingo, o noivo já não se ia a sentir muito bem. Quando chegaram ao local de sonho, confrontaram-se com aquilo que já suspeitavam: o noivo está com covid e não consegue sair da cama.

No outro casamento, a única diferença é que os noivos escolheram o México, mas a festa dos ‘pombinhos’ também não está a correr nada bem. Curiosamente, o noivo também está de cama com covid. Claro está que muitos dos familiares e amigos que estiveram nas bodas também estão infetados.

Se é verdade que ninguém, que se saiba, está muito afetado, certo é que muitos estão acamados, pois não conseguem levantar-se por causa das dores no corpo, principalmente da cabeça. Talvez estas duas histórias sejam emblemáticas dos tempos que vamos viver: para não ficarmos parados e deixarmos de fazer aquilo que queremos, muitos vão acabar por ficar doentes e espera-se que os hospitais não fiquem entupidos de novo. Se assim for, lá teremos que voltar às restrições, para as quais já quase ninguém tem paciência.

Talvez seja mesmo preferível ter alguns cuidados em ocasiões de grandes ajuntamentos e em locais fechados – embora, como me dizia uma das infetadas de um desses casamentos, “voltaria a fazer tudo igual. Diverti-me muito, e agora tenho de tratar desta ‘gripe’”.

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