17/05/2022
 
 
Vítor Rainho 13/05/2022
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

O fanatismo da oposição da Câmara de Lisboa

Com o apoio do PS e do BE, a proposta foi aprovada e agora vamos ter uma cidade paralisada, onde em vias como a 2.ª Circular a velocidade vai baixar para os 70 km por hora, além de todas as outras artérias que terão de reduzir em 10 km por hora a velocidade vigente.

Miserável, é a única expressão que encontro para descrever o que foi aprovado ontem na Câmara de Lisboa. O Livre, esse paladino das proibições, propôs a diminuição da velocidade em 10 km por hora na capital, além do fecho da Avenida da Liberdade aos domingos e feriados – prometendo alargar esse encerramento a outras artérias. Com o apoio do PS e do BE, a proposta foi aprovada e agora vamos ter uma cidade paralisada, onde em vias como a 2.ª Circular a velocidade vai baixar para os 70 km por hora, além de todas as outras artérias que terão de reduzir em 10 km por hora a velocidade vigente. Estes cérebros, dignos da NASA, por acaso, fizeram algum estudo que os tivesse levado a essa conclusão? Além da história da segurança nas ruas de bairro, que melhorará ainda mais, seguramente, se proibirem as trotinetes e as bicicletas de atropelarem os idosos mais incautos, o que resta desta fatwa para os automobilistas?

Algum desses génios do Livre, PS e BE pensou no agravamento da poluição que isso causará? É que se vão causar muito mais congestionamento será natural que a poluição aumente exponencialmente. E, diga-se, os lisboetas e visitantes deviam mesmo cumprir todas as novas normas para congestionarem de tal forma o trânsito, que acabaria por provocar a revolta do povo manso. Os inteligentes que aprovaram esta medida estão a borrifar-se para os comerciantes, turistas e afins. Alguém irá almoçar ou jantar ou fazer compras à Avenida da Liberdade num domingo ou feriado? E como tirarão os turistas as suas malas dos hotéis?

Esta medida, aprovada de forma miserável pela oposição, sem qualquer audição pública, só mostra como o PS e a nova geringonça camarária têm mau perder. São eles que querem decidir os destinos da Câmara, apesar dos lisboetas terem dito o contrário. Penso mesmo que Carlos Moedas devia pensar em demitir-se e provocar novas eleições, pois os lisboetas talvez lhe dessem a maioria absoluta necessária para não transformar a capital numa cidade fantasma, onde não há carros, nem vida.

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