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Baftas preparam caminho para Power of the dog

Baftas preparam caminho para Power of the dog

Hugo Geada 22/03/2022 22:45

O novo filme de Jane Campion foi galardoado com os Prémios de Melhor Filme do Ano e Realizadora, posicionando-se como o principal favorito a ser galardoado com a principal distinção dos Óscares, no final de março. Num certame também marcado por mensagens anti-guerra, Dune foi o filme que se destacou por vencer mais prémios - quatro - apesar de ser em categorias técnicas.

 

Naquele que foi o derradeiro teste da «Award Season» em Hollywood antes dos Óscares, o filme Power of the Dog de Jane Campion foi considerado o Melhor Filme do Ano nos Prémios BAFTA, cimentando a sua condição para, no dia 28 deste mês, levar para casa a estatueta dourada.

Depois de já ter recebido o Globo de Ouro de Melhor Filme, o neo-western da realizadora neozelandesa, que estava ainda nomeado para melhor argumento adaptado, melhor ator principal (Benedict Cumberbatch) e secundário (Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee), melhor cinematografia (Ari Wegner) e melhor banda sonora (Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead), volta então a ser distinguido com um dos principais prémios da indústria do cinema, tendo também Campion recebido o Prémio de Melhor Realizadora, prémio que também já tinha recebido nos Globos de Ouro.

Campion foi apenas a terceira mulher a vencer o Prémio de Melhor Realizadora nos BAFTA, depois de Chloé Zhao pelo seu trabalho em Nomadland (2021) e Kathryn Bigelow com The Hurt Locker (2008), e espera conseguir o mesmo feito no evento dos Óscares.

Depois de se tornar na primeira mulher a ser nomeada duas vezes para na categoria de Melhor Realizadora, a primeira vez foi com o filme The Piano, onde, apesar de não ter vencido nesta categoria, acabou por receber a distinção de de melhor argumento original, Campion espera ser a terceira realizadora a conseguir a distinção, sendo as outras duas Zhao e Bigelow.

Outro dos grandes vencedores da noite foi o blockbuster espacial de Denis Villeneuve, Dune, que, apesar de não ter vencido nenhum dos principais prémios dos BAFTA, acabou por ser o filme que arrecadou mais distinções.

Com quatro vitórias, como melhor cinematografia (Greig Fraser), banda sonora (Hans Zimmer), produção, efeitos especiais e som, este filme que dividiu críticas e audiências e que arrecadou 399 milhões de dólares (cerca de 360 milhões de euros) nas bilheteiras de todo o mundo, prepara-se para assumir e dominar as categorias técnicas dos Óscares, evento onde se encontra nomeado em dez categorias distintas (Power of the Dog está nomeado em 12).

Quem também parece já estar a preparar o seu discurso de agradecimento para os Óscares é Will Smith. O eterno «Fresh Prince of Bel Air», depois de arrecadar a distinção de Melhor Ator pela sua performance em King Richard, onde interpreta Richard Williams, pai e treinador das famosas tenistas Venus e Serena Williams, é apontado como o favorito a vencer finalmente o seu primeiro Óscar.

Smith já tinha sido nomeado em duas ocasiões para o Óscar de Melhor Ator Principal, nomeadamente, em Ali, filme de 2001, realizado por Michael Mann (Heat, Thief), onde interpreta o lendário boxer Muhammad Ali, e pela sua performance no drama The Pursuit of Happyness, lançado em 2006 e realizado por Gabriele Muccino, onde contracena com o seu filho, Jaden Smith, como um pai solteiro que enfrenta problemas financeiros. O ator está também nomeado na categoria de melhor filme uma vez que é produtor de King Richard.

No entanto, antes de subir ao palanque para fazer o discurso de agradecimento, Smith tem uma forte concorrência pela frente, com Benedict Cumberbatch e Andrew Garfield, pelas suas performances em Power of the Dog e tick, tick… BOOM!, respetivamente, a surgirem como os principais concorrentes para roubar o prémio, enquanto os veteranos Javier Bardem (Being the Ricardos) e Denzel Washington (The Tragedy of Macbeth) também podem ter algo a dizer entre os nomeados depois de fortes desempenhos elogiados pela crítica. 

Depois de em 2021 o certame ter ocorrido de forma virtual por causa da pandemia da covid-19, a 75.ª edição dos BAFTA voltou a decorrer de forma presencial e ficou ainda marcada por várias manifestações públicas de solidariedade e apoio à Ucrânia, por causa da invasão militar pela Rússia, nomeadamente, por parte da apresentadora do evento, Rebel Wilson, que ergueu o dedo médio, afirmando que «em todas as linguagens gestuais, este é o sinal internacional para ‘Putin’». 

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