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Guerra. Eurogrupo admite "impactos elevados"

Guerra. Eurogrupo admite "impactos elevados"

Jornal i 21/03/2022 19:05

Lagarde diz que não vê sinais de estagflação no horizonte.

O presidente do Eurogrupo admitiu “impactos elevados” da guerra da Ucrânia provocada pela invasão russa para a zona euro, indicando que os ministros das Finanças estão a “estudar formas de proteger os grupos vulneráveis”. De acordo Paschal Donohoe, “tanto nas avaliações das instituições como nas nossas discussões no Eurogrupo, é evidente que esta crise está a prejudicar a dinâmica do crescimento e a exacerbar as pressões inflacionistas”, numa carta enviada ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Na missiva, que antecede a cimeira do euro da próxima sexta-feira, no segundo dia do Conselho Europeu em Bruxelas, o líder do Eurogrupo elenca que “estes impactos negativos passam por vários canais: o fornecimento de energia e os preços da energia são um fator chave, mas os efeitos de confiança, os fluxos financeiros e as ruturas de abastecimento estão entre os muitos outros fatores também em jogo”. 

E acrescenta: “Haverá também impactos relacionados com a deslocação do povo ucraniano em busca de segurança na União Europeia [UE] e o custo destes impactos deverá ser elevado, pelo que os ministros das Finanças estão a estudar formas de proteger os grupos vulneráveis”. 

Já a presidente do Banco Central Europeu (BCE) ao garantir que não prevê um cenário de estagflação, mas reconhece que a curto prazo o encarecimento da energia e a aceleração da transição energética vão subir os preços.

Recorde-se que o  BCE reviu em baixa no passado dia 10 as suas previsões de crescimento para a zona euro deixando-as em 3,7% em 2022, face aos 4,2% que previa em dezembro. Ao mesmo tempo subiu as estimativas de inflação para 5,1%, em vez de 3,2%. Lagarde disse ainda que as políticas monetárias do BCE vão ser diferentes das da Fed.

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