02/12/2022
 
 
Ucrânia. Criança é morta por "soldados russos bêbados"

Ucrânia. Criança é morta por "soldados russos bêbados"

Reprodução Jornal i 08/03/2022 17:22

A prima da criança afirma que os soldados russos terão começado a "disparar para todos os lugares que podiam ver", acabando por atingir Nastya.

Anastasia Stoluk, uma menina ucraniana de 10 anos - também chamada de Nastya -, foi abatida a tiro por "soldados russos bêbados" em frente ao seu tio, conta um familiar da criança ao The Times. O tiro terá sido "ao acaso", sendo que os soldados estavam a fazer explodir casas numa aldeia perto de Kiev. 

A criança terá sido enterrada no quintal depois de os soldados proibirem a mãe da menina, Luba, de se deslocar ao cemitério para a sepultar, relata o mesmo jornal.

A prima Anya Stoluk, de 18 anos, adianta que Nastya morreu na aldeia de Shybene, a cerca de 40 milhas da capital da Ucrânia, a 28 de Fevereiro. 

Os soldados russos terão começado a "disparar em todos os lugares que podiam ver", incluindo em quatro casas, depois de um adolescente ucraniano ter disparado uma arma para o ar.

Luba terá informado Anya da chegada dos soldados russos a 28 de fevereiro, mas disse que estava tudo calmo. No dia, seguinte, uma amiga que vivia naquela zona falou-lhe da morta da prima Nastya. 

A mãe adotiva de Anya, Vera Dmitrienko, de 40 anos, disse ao jornal que os soldados russos "saquearam todas as lojas, claro que apanharam muito álcool... embebedaram-se e começaram a disparar. Dispararam sobre a casa da Nastya, ela estava lá com o tio, e morreu imediatamente".

Referindo-se aos sons de um tiro disparado no ar pelo jovem ucraniano, disse: "Os soldados ouviram-no, mas como estavam tão bêbados que não sabiam de onde era, começaram a disparar para todo o lado".

A mulher acrescentou ainda que o tio da menina foi levado para o hospital, mas ainda não conseguiram saber atualizações sobre o seu estado de saúde. Anya acrescentou que uma amiga lhe disse que as tropas russas estavam a tirar os telefones aos habitantes da aldeia, ao mesmo tempo que "invadiam" as casas das pessoas e "espancavam-nas" se não lhes dessem comida.

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