23/05/2022
 
 
Pedro Vaz 25/01/2022
Pedro Vaz

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Não deixar para outros o meu poder de decisão

No próximo domingo os portugueses (pelo menos a grande maioria deles, uma vez que algumas centenas de milhar já terão exercido o seu direito de voto, no passado fim de semana) irão, através do seu voto, decidir quem querem a governar o país nos próximos anos.

Recordo que estas eleições apenas ocorrem porque as restantes forças políticas com assento parlamentar se uniram para impedir que o orçamento de estado para o próximo ano fosse aprovado sem sequer o discutir e, com isso, provocaram a dissolução do parlamento e consequentes eleições.

Ao longo deste período de campanha eleitoral, como tem sido habitual, a comunicação social tem-se centrado em vender a polémica e as provocações entre partidos e muito pouco em mostrar verdadeiramente o que tem sido a campanha e, como usual também, a ser mais benevolente com alguns candidatos em detrimento de outros, não os obrigando a falarem das propostas política que apresentam. Nada de muito novo.

O que releva essencialmente é cada um de nós respondermos à questão sobre em quem confiamos para continuar a fazer o país avançar e com a governação de quem os portugueses independentemente do seu berço, da sua formação e do seu contexto socioeconómico, terão oportunidade de melhorar um pouco a sua vida.

Obviamente, que a avaliação da ação do governo atual terá de entrar nessa equação. Se o Governo fosse outro o combate à pandemia teria sido melhor? Mais eficaz e eficiente? Ou o contrário. Se o Governo fosse de direita os salários e as pensões mais baixas teriam sido aumentados ou esses aumentos teriam sido na mesma dimensão?

Tudo isto são respostas que cabe a cada um de nós encontrar.

Da minha parte não considero que uma governação de esquerda ou de direita seja igual e espero que a esquerda parlamentar, onde se inclui o PS, tenha percebido de vez, que o esforço para alcançar entendimentos é importante, em nome de um modelo de desenvolvimento e progresso pautado pela solidariedade entre os portugueses, enquanto comunidade. Se tal não acontecer, os portugueses irão procurar quem garanta isso, mesmo que a prazo lhes possa vir a ser individualmente prejudicial, como já aconteceu noutras alturas da nossa democracia.

Em suma, deixo aqui o meu apelo ao voto. É importante decidirmos nós e não deixar que outros o façam por nós. Por isso, vá votar.

 

Pedro Vaz

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