29/05/2022
 
 
Conflito. Tensão entre Rússia e Ucrânia aumenta

Conflito. Tensão entre Rússia e Ucrânia aumenta

AFP Jornal i 23/01/2022 17:11

Reino Unido acusa Rússia de ter um plano para instalar regime pró-Moscovo na Ucrânia. Papa Francisco Mostra-se preocupado. 

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia não para de aumentar e a crise agudiza-se a nível europeu. A União Europeia prepara-se para avançar nos próximos dias com sanções contra a  Rússia depois de um ataque militar à Ucrânia, garantiu um funcionário da UE.

Segundo o The Guardian, espera-se ainda que os ministros das Relações Exteriores - que se reunirão esta segunda-feira em Bruxelas - emitam mais um alerta a Moscovo devido a estas tensões. “Se acontecer um desenvolvimento tão sério [as tropas russas cruzarem a fronteira], a reação será muito rápida, será extremamente clara. E, novamente, será uma questão de dias… não uma questão de semanas”, disse um alto funcionário da UE, citado pelo The Guardian.

Ainda este sábado o Reino Unido disse ter informações que indicam que a Rússia quer instalar um líder pró-russo na Ucrânia, enquanto pondera invadir e ocupar o país, segundo  um comunicado do ministério britânico dos Negócios Estrangeiros.

Entretanto, numa reação a esta informação, a Ucrânia garantiu este domingo que vai “continuar a desmantelar” qualquer grupo ou estrutura pró-russa, depois das acusações britânicas contra Moscovo. “O nosso Estado continuará a sua política de desmantelamento de qualquer estrutura oligárquica e política que possa trabalhar para a  desestabilização da Ucrânia ou ser cúmplice dos ocupantes russos”, disse Mykhailo Podoliak, conselheiro da presidência ucraniana, em declarações à AFP.

Já do lado do Kremlin esta informação é negada e alega-se que o fornecimento de armas do Ocidente à Ucrânia “não contribui para reduzir as tensões” entre as partes. 

Ainda no sábado a imprensa internacional noticiava que a Estónia, Letónia e Lituânia planeiam enviar mísseis antitanque e antiaéreos de fabricação norte-americana para a Ucrânia, medida que, aliás, foi aprovada pelos Estados Unidos no sábado. Este domingo, França defendeu um diálogo direto entre a União Europeia e a Rússia sobre a  arquitetura da segurança na Europa, avançou o secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune.

Papa mostra-se preocupado A crise foi assinalada pelo Papa Francisco este domingo com preocupação, convocando um dia de oração pela paz na Ucrânia. “Sigo com preocupação o aumento das tensões que ameaçam provocar um novo golpe na paz na Ucrânia e põem em discussão a segurança no continente europeu com repercussões ainda mais vastas”, disse o Sumo Pontífice. “Aqueles que perseguem os seus objetivos à custa dos outros desprezam a sua própria vocação como seres humanos, porque somos todos irmãos criados”, acrescentou ainda o Papa, que pediu a todos que rezassem  e pedirem a Deus que “toda a ação e iniciativa política esteja ao serviço da fraternidade humana” e não ao lado de “interesses partidários”.

Recorde-se que existiram, nos últimos dias, contactos entre Rússia e EUA para tentar reduzir as hostilidades, descritos como “francos”, mas o Secretário de Estado dos EUA  Antony Blinken já afirmou que em caso de invasão a reação será forte. A Rússia é acusada pelo Ocidente de reunir dezenas de milhares de soldados na fronteira ucraniana com 
o intuito de preparar uma invasão do seu vizinho, intenção que o Kremlin nega. 

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