09/12/2022
 
 
Boris Johnson declara que pico da Ómicron passou e alivia restrições

Boris Johnson declara que pico da Ómicron passou e alivia restrições

Jornal i 19/01/2022 18:16

A partir da próxima quinta-feira deixa de ser obrigatório o uso de máscaras em lojas, transportes, escolas e outros espaços públicos fechados, a apresentação de passe sanitário para acesso a discotecas e grandes eventos e o teletrabalho.

O Governo britânico acredita que o pior da vaga da pandemia covid-19 criada pela variante Ómicron já passou e vai levantar restrições em Inglaterra na próxima semana, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

A partir da próxima quinta-feira deixa de ser obrigatório o uso de máscaras em lojas, transportes, escolas e outros espaços públicos fechados, a apresentação de passe sanitário para acesso a discotecas e grandes eventos e o teletrabalho. 

Johnson reivindicou o sucesso da estratégia de evitar medidas mais rígidas aplicadas no resto do Reino Unido e o consequente impacto na economia, reiterando que o Governo "manteve Inglaterra aberta" durante o Natal e o Ano Novo.

"Este governo acertou nas decisões mais difíceis", disse. 

No entanto, o isolamento de cinco dias para aqueles que testarem positivo à covid-19 continuará a ser obrigatório.

O anúncio coincide com o alívio, na Escócia, de restrições a partir da segunda-feira, permitindo a reabertura de discotecas e grandes eventos em espaços fechados e limite a ajuntamentos, embora mantendo obrigatório o teletrabalho. 

Menos austeras do que no resto do Reino Unido, as medidas do chamado "Plano B" foram introduzidas em Inglaterra no início de dezembro para combater a onda de casos causada pela variante Ómicron, cuja alta infecciosidade suplantou a variante Delta, para assim ganhar tempo e administrar mais vacinas de reforço.

Atualmente, quase 64% da população britânica acima dos 12 anos já recebeu uma terceira dose, que as autoridades estimam fornecer cerca de 88% de proteção contra a hospitalização e ainda mais contra doença grave ou morte.  

O diretor-geral de Saúde de Inglaterra, Chris Whitty, disse há duas semanas que a grande maioria, 90% dos infetados internados em cuidados intensivos, não recebeu o reforço e 60% não estão imunizados.

Vários hospitais públicos declararam "incidentes críticos" no início de janeiro devido à falta de funcionários por estarem em isolamento, o que levou ao adiamento de operações menos urgentes, mas a situação tem vindo a melhorar. 

Na terça-feira foram registadas 94.432 novas infeções, menos 22% do que na semana anterior. No conjunto dos últimos sete dias, o valor caiu 38,9% face aos sete dias anteriores. 

Nos hospitais, o número de pacientes era de 19.450 na segunda-feira, menos 8% do que na semana anterior. Durante o pico da segunda onda, em 18 de janeiro de 2021, os hospitais britânicos tinham 39.254 pacientes, quase o dobro do atual.

De acordo com os dados mais recentes, o Reino Unido contabilizou 152.513 mortes desde o início da pandemia, o balanço mais alto na Europa, embora o balanço suba para 174.233 de mortes cuja certidão de óbito refere covid-19, mesmo se a infeção não foi confirmada. 

O "Plano B" de medidas de contenção estava previsto caducar a 26 de janeiro e um eventual prolongamento iria encontrar resistência dos deputados do Partido Conservador, dezenas dos quais se opuseram às restrições adicionais impostas em dezembro.

O anúncio evita assim uma nova revolta no Partido numa altura em que o primeiro-ministro sofre de uma crise de confiança e luta para sobreviver na liderança dos 'tories'. 

Boris Johnson arrisca uma moção de desconfiança interna, além de estar a ser pressionado pela oposição a demitir-se, devido a uma série de revelações nocivas de alegadas "festas" na residência oficial de Downing Street durante os confinamentos em 2020, violando as regras da altura para limitar a sociabilização. 

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