24/05/2022
 
 
Em momento de tensão com a Rússia, Ucrânia recebe apoio militar do Reino Unido

Em momento de tensão com a Rússia, Ucrânia recebe apoio militar do Reino Unido

AFP Hugo Geada 19/01/2022 08:10

Num momento de alta tensão com a Rússia, a Ucrânia vai receber armas e cooperação militar do Reino Unido.

Um dia depois da Rússia e a Bielorrússia terem anunciado que iriam realizar exercícios militares conjuntos perto da fronteira com a Ucrânia, o Reino Unido revelou que vai enviar armas para este país e oferecer cooperação militar, de forma a melhorar a sua “capacidade defensiva”.

A notícia foi divulgada pelo ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, que explicou que o parlamento britânico chegou a acordo para fornecer armamento à Ucrânia, acrescentando que este “pacote” inclui “sistemas de armamento ligeiro antitanques”. Wallace sublinhou que todos os equipamentos são de “curto alcance” e têm uma utilidade “claramente defensiva”, pelo que não constituem uma “ameaça para a Rússia”.

A cooperação entre os dois países não é novidade: no ano passado, Reino Unido e Ucrânia acordaram num plano que contava com programas de treino e a construção de vários navios armados, e é anunciada numa altura em que a Ucrânia se vê numa situação de alta tensão com a Rússia, tendo denunciado a intenção do seu poderoso vizinho invadir as suas fronteiras, à semelhança do que aconteceu em 2014, com a ocupação da península da Crimeia.

Ben Wallace afirmou também que convidou o seu homólogo russo, Sergei Shoigu, para visitar Londres nas próximas semanas e expressou o desejo de utilizar os contactos bilaterais para avançar num diálogo “construtivo e de boa-fé” sobre a tensão na fronteira da Ucrânia, onde Moscovo concentrou dezenas de milhares de militares, embora frisando que a posição britânica sobre o conflito “é muito clara”.

“Qualquer ação desestabilizadora por parte da Rússia na Ucrânia seria um erro estratégico e teria consequências significativas”, disse o ministro britânico, alertando de que “há um pacote de sanções internacionais preparado para garantir que o Governo russo recebe um castigo de pisar a linha”.

Exercícios militares Esta segunda-feira, a Bielorrússia e a Rússia anunciaram que vão realizar exercícios militares conjuntos perto da fronteira com a Ucrânia ao longo dos próximos dois meses. Especialistas acreditam que, no caso de um ataque russo, Moscovo utilize o território bielorrusso para invadir o país.

“Acordámos com o Presidente Putin que, num futuro próximo, deveríamos realizar exercícios juntos na fronteira sul, na fronteira bielorrusso-ucraniana”, disse o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, explicando que os exercícios deverão realizar-se “em duas fases ao longo dos próximos dois meses”, começando no inverno.
A Ucrânia, por sua vez, enviou recentemente 8.500 elementos das forças de segurança para a fronteira bielorrussa para evitar uma situação semelhante à que ocorreu na fronteira da Bielorrússia com a Polónia, onde se concentraram cerca de 2.000 migrantes para tentar entrar na União Europeia.

Analistas militares, citados pelo Guardian, sugeriram que a Rússia poderia enviar as suas tropas militares através da Bielorrússia no caso de uma ampla invasão, efetivamente estendendo as defesas da Ucrânia, “aproveitando a fronteira de quase 700 milhas dos dois países”. 

Outros discordam, defendendo que a Bielorrússia não irá desempenhar um papel sério na eventualidade de a Rússia lançar um ataque à Ucrânia.

A Rússia nega qualquer intenção de agressão, mas, na semana passada, hackers atacaram diversos sites do governo ucraniano publicando mensagens com ameaças. Apesar de os autores não se terem identificado, observadores apontaram para a Rússia como possível origem desta ofensiva virtual.

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