23/01/2022
 
 
Carlos Carreiras 12/01/2022
Carlos Carreiras

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A nova era do verde

A nossa pretensão é criar o maior parque verde urbano do concelho de Cascais – e certamente um dos maiores parques verdes de toda a Área Metropolitana de Lisboa com, por exemplo, cerca de dez vezes o tamanho do Jardim da Estrela, ou o dobro do Parque dos Poetas, um espaço urbano de alta qualidade e referência da nossa vizinha Oeiras.

O tema do ambiente e das alterações climáticas tem pontuado, aqui e ali, os debates televisivos entre os candidatos às eleições legislativas. Ainda assim, o assunto tem tido muito menos atenção do que faria supor o mediatismo que envolve tipicamente a agenda verde. Porque o grande combate às alterações climáticas é feito do somatório de pequenos passos, em todos os níveis de responsabilidade, em Cascais continuamos, à nossa escala, a trabalhar e a dar o nosso contributo para um mundo melhor. Do local para o global. 

Queremos ser melhor local para viver um dia, uma semana ou uma vida inteira. Uma política ambiental excecional está na base desse projeto de qualidade de vida democrática para todos os cidadãos que escolham Cascais para ser a sua casa. 
Movidos por essa ambição, acabamos de aprovar em reunião de Câmara, por unanimidade, a aquisição de 43 hectares de terrenos confinantes em três freguesias – Cascais/Estoril – Alcabideche – São Domingos de Rana.

A nossa pretensão é criar o maior parque verde urbano do concelho de Cascais – e certamente um dos maiores parques verdes de toda a Área Metropolitana de Lisboa com, por exemplo, cerca de dez vezes o tamanho do Jardim da Estrela, uma das áreas verdes mais populares da capital, ou o dobro do Parque dos Poetas, um espaço urbano de alta qualidade e referência da nossa vizinha Oeiras.   

Para além da criação de uma nova centralidade de natureza no concelho, este futuro parque será dedicado à recuperação das nossas tradições e aos modos de vida sustentáveis. Como? Recuperando a produção de vinho em modo de agricultura regenerativa e como incubadora de agricultura urbana em “Hortas Ninho” – isto é, como veículo para que o concelho seja mais autossuficiente em termos alimentares e diminua a pegada de carbono produzindo mais localmente.   
Este grande parque verde, acessível a todos, materializa a aposta da minha equipa em espaços de natureza de grande qualidade. Em dez anos de presidente de Câmara, e contando com este novo projeto, contabilizo já 150 hectares de novos jardins, parques e bosques. Mas não é a única novidade. 

A nova era de desenvolvimento verde que estamos a conduzir a partir de Cascais, com reinvenção e regeneração dos nossos espaços urbanos, olha para as ribeiras com grande atenção. 

Nos próximos quatro anos propomo-nos resolver um problema dos últimos (pelo menos) 60 anos no concelho de Cascais: a requalificação das ribeiras e cursos de água que conferem uma identidade única ao nosso ambiente urbano. Começámos pela Ribeira das Vinhas. O que antes era uma mostra a céu aberto da incivilidade de alguns – um viveiro de lixo e de descargas ilegais – é hoje um extraordinário corredor verde que liga de forma sustentável a Praia dos Pescadores, no centro da vila, à Quinta do Pisão, em pleno coração do Parque Natural Sintra-Cascais. Para além de ter uma função recreativa, desportiva e social, este corredor verde assume-se hoje como mais uma alternativa de mobilidade suave e sustentável para muitos cidadãos que diariamente fazem movimentos pendulares entre a zona norte e sul do concelho.

Mas não ficamos por aqui. Durante este mandato, a autarquia vai cuidar das Ribeiras de Sassoeiros, Caparide, Marianas e Laje. Um investimento superior a 40 milhões de euros para a regeneração ambiental que criará, ao longo de todo o concelho, corredores verdes de grande qualidade naquilo que se pretende que seja uma simbiose equilibrada entre diferentes ecossistemas. 

A recuperação das ribeiras, em resumo, permitirá a Cascais ganhos muito substanciais em diversos tabuleiros. No ordenamento e qualidade de vida, cria-se uma maior conectividade ecológica entre áreas naturais e urbanas, com transições mais suaves de paisagem. As ribeiras ganham uma nova centralidade social, como parques que serpenteiam o território, assumindo-se como novos e importantes pontos de encontro na urbe: para contemplação, para lazer ou pura e simplesmente para a conexão dos cidadãos com o seu espaço.    

No plano da diversidade, o restauro do património natural e a das suas funções ambientais primárias, enriquece e reforça os ecossistemas. 

Ao nível da proteção civil e da resiliência das populações, estamos a mitigar o efeito de cheias – note-se que Cascais apresenta alguns dos pontos com maior risco de cheia no país. Esta mitigação permite-nos, em última análise, legalizar as habitações em áreas urbanas de génese ilegal, dando uma nova esperança e previsibilidade a centenas de famílias. 

Em resumo, estamos a pilotar o maior programa de valorização ambiental que Cascais algum dia conheceu. Estamos a consertar erros do passado ao mesmo tempo que projetamos a cidade, a economia e os empregos do futuro. 
Estamos a criar uma nova urbe. Mais verde, mais sustentável e mais responsável. E que, por sê-lo, é mais solidária e justa para todos.

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