15/08/2022
 
 
2022: Debates

2022: Debates

DR Joaquim Jorge 11/01/2022 16:52

Os debates a que assisti estão imersos numa sucessão de polémicas tribais e triviais que não passam disso e não ajudam a um esclarecimento cabal dos portugueses.

O ano de 2021 foi um ano assim-assim, começou mal, mas a alegria das vacinas deu-nos alento para ter esperança, porém tivemos uma recaída no final de 2021.

Eu penso que este ano de 2022, vai ser o ano de voltamos a ter alguma normalidade. Se 2020 foi o ano do medo e 2021 foi o ano de vacinação, 2022 será o ano da exaustão. O sentimento geral entre a população no início do ano é de exaustão. "Isto nunca mais acaba!", é a frase mais ouvida por todo o lado.

Mas temos que contrariar este estado de espírito e tornar 2022 o ano da obstinação, temos de ser firmes na ideia da procura da nossa antiga normalidade e, se não for possível, numa nova normalidade. Temos que ser perseverantes, teimosos e tenazes.

Este início de 2022, começou com os debates televisivos entre os líderes dos partidos representados no Parlamento. Os outros partidos não são gente e não têm acesso a debater, fazem parte da 2.ª divisão da democracia por decisão dos directórios das televisões. Eu pensava que pagava Contribuição Audiovisual através da factura da luz , e por isso, tinha direito a um serviço público na RTP e Antena1!

Os debates a que assisti estão imersos numa sucessão de polémicas tribais e triviais que não passam disso e não ajudam a um esclarecimento cabal dos portugueses. Essas polémicas desaparecem a uma velocidade vertiginosa, ao seguir-se outro debate. O tempo de antena dado a um partido com um ou poucos deputados é desmesurado em relação a partidos com dezenas de deputados.

Estes debates que se dizem cruciais são uma armadilha de informação que não passam de cortinas de fumo de mera conjuração.

 O que se discute são meros “cenários de agenda”. O importante neste momento é o país ter um governo que defenda efecticamente os interesses dos portugueses.

Um dos problemas mais graves que temos em cima da mesa é a robustez do SNS e que dê resposta aos seus utentes independentemente desta pandemia. Recuso-me a aceitar que a saúde seja um negócio. A política é cada vez mais teatral, corremos o risco de ignorar o essencial. O fundamental para os portugueses é terem saúde, tudo o resto se resolve. Muitas vezes a coisa mais difícil de ver é o que temos diante de nós.

No dia 30 de Janeiro temos que ter presente o que dizia Margaret Thatcher: “ a democracia não é um sistema para garantir que os melhores sejam eleitos, mas para impedir que os ruins fiquem para sempre”.

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