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Depressão Barra traz chuva e agitação marítima a Portugal continental a partir desta terça-feira

Depressão Barra traz chuva e agitação marítima a Portugal continental a partir desta terça-feira

João Girão Jornal i 06/12/2021 09:12

O vento também se vai intensificar.

A partir desta terça-feira é esperada chuva, agitação marítima forte e vento em Portugal continental. Em causa está a passagem da depressão Barra.

Segundo explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) Maria João Frada em declarações à agência Lusa, a depressão não terá impactos diretos sobre o território continental, mas a superfície frontal fria a ela associada traz alguns efeitos colaterais.

“A depressão Barra é uma depressão muito pouco cavada, é uma depressão alta no seu centro que está no Atlântico Norte bem a noroeste dos Açores e vai deslocar-se de leste para nordeste em direção às ilhas britânicas. Ela não influencia diretamente o estado do tempo em Portugal continental, mas há alguns efeitos colaterais”, indicou a meteorologista, explicando que esta superfície frontal fria vai passar na terça-feira, sendo espera chuva persistente, sobretudo no norte e centro, que poderá ser por vezes forte e acompanhada de trovoadas e intensificação do vento temporária.

A chuva irá depois estender-se a todo o continente.

Segundo o IPMA, na quarta-feira, a ocorrência de precipitação será de de neve acima de 1.100/1.200 metros de
altitude podendo atingir a cota de 800/1.000 metros nas serras do extremo Norte.

É ainda esperada agitação marítima forte. “Vamos ter ondas que vão aumentar gradualmente na costa ocidental a partir de dia 07 [terça-feira] e vão aumentar no final do dia já para aviso amarelo nos distritos do norte e centro a norte do Cabo Mondego com ondas de noroeste com 4 a 5 metros. No dia 08 [quarta-feira] as ondas vão aumentar para 5 a 6 metros, já no âmbito de aviso laranja, com altura máxima que pode atingir os 12 metros”, indicou, citada pela mesma agência noticiosa.

A meteorologista sublinhou ainda que “a intensificação do vento vai dar uma sensação acrescida de frio, vai aumentar o desconforto térmico” e que as temperaturas vão descer, mas esta descida não está relacionada com a depressão.

“Depois da superfície frontal, vamos ter o transporte de uma massa de ar polar na quarta-feira já vinda de norte e vamos ter uma descida significativa da temperatura, em especial das máximas e nas regiões do norte e centro e Alentejo que podem atingir os 5 a 8 graus”, disse.

“Esta situação é temporária e no dia 9 [quinta-feira] as temperaturas máximas voltam a subir 2 a 5 graus”, completou.

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