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China defende o verdadeiro multilateralismo

China defende o verdadeiro multilateralismo

Jornal i 25/11/2021 10:15

Como um dos fundadores da ONU, a China acumulou uma importante experiência para defender com determinação o caminho do multilateralismo.

Decorreu na passada semana, em Pequim, a Conferência Comemorativa dos 50 Anos da Recuperação, pela República Popular da China, do seu Assento Legítimo na ONU. Na ocasião, o governo chinês afirmou que o país defende firmemente o prestígio e a autoridade das Nações Unidas e aplica o verdadeiro multilateralismo.

Foi também sublinhado que, actualmente, o mundo enfrenta muitos desafios e que. sob o pretexto de chamadas “regras” e “multilateralismo”, algumas potências ocidentais destroem desenfreadamente a ordem internacional, usam seletivamente as regras internacionais, provocam confrontos e divisões, além de tentarem impor a outros a sua vontade e os seus padrões. Segundo o governo chinês, isso causou um sério impacto nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.

Como um dos fundadores da ONU, a China acumulou uma importante experiência para defender com determinação o caminho do multilateralismo. Para o governo chinês, a essência desta regra é que os assuntos internacionais devem ser resolvidos através de negociações e o futuro do mundo deve ser decidido por todos os países.

“As regras das Nações Unidas devem ser elaboradas por todos os seus 193 países membros, em vez de serem decididas por poucos países ou grupos de países. Simultaneamente, todos os 193 países membros devem respeitar e observar essas regras e não pode haver exceções”, enfatizou o Presidente chinês, Xi Jiping.

A este propósito, o professor brasileiro Evandro Carvalho, da Fundação Getúlio Vargas, referiu que a China é uma impulsionadora e promotora do sistema internacional que tem o multilateralismo e a Lei Internacional como a base e as Nações Unidas como o núcleo.

Nos últimos anos, a China tem vindo a assumir um papel cada vez mais destacado na comunidade internacional. Alguns países consideram que Pequim está a tentar estabelecer uma nova regra ou um novo sistema internacional, mas os responsáveis chineses referem que tal afirmação é completamente infundada. A China lançou várias iniciativas para o desenvolvimento do mundo, como o programa “Uma Faixa, Uma Rota”, a comunidade de futuro compartilhado para a Humanidade e as propostas para o desenvolvimento global. E acrescentam que estas ideias têm o objetivo de aperfeiçoar o atual sistema multilateral, melhorar a capacidade da governança global e promover a ordem política e económica internacional para uma direção mais justa, equitativa e razoável. Afirmam também que a China não tenciona abandonar as Nações Unidas nem criar um novo mecanismo.

Refira-se que a comunidade de futuro compartilhado para a Humanidade já foi inscrita em decisão das Nações Unidas e o programa “Uma Faixa, Uma Rota” conseguiu já o apoio de mais de 140 países e mais de 30 organizações internacionais.

Os responsáveis da China consideram que estes factos demonstram que os projetos chineses correspondem à tendência histórica e à vontade da maioria dos países do mundo.

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