1/12/21
 
 
Vítor Rainho 25/11/2021
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

O pirómano Mamadou e o prémio irlandês

Este pirómano, ativista político, que, se pudesse, punha todos aqueles que nasceram antes do 25 de Abril a marchar para o Alentejo para espiarem os pecados do colonialismo, acaba de ser distinguido com o prémio da Front Line Defenders, galardão que distingue os ativistas de direitos humanos em risco

“Invoco ambos [Ana Hatherly e o meu tio-avô, Mamadou Hady Ba] como compromisso inquebrantável contra o colonialismo, o fascismo e o racismo. Invoco-os também para que os defensores da manutenção de uma ordem memorial colonial saibam que o meu anticolonialismo vem-me das vísceras” “Sobre a violência policial, que um gajo tenha de aguentar a bosta da bófia e da facho esfera é uma coisa natural, agora levar com sermões idiotas de pseudo radicais iluminados é já um tanto cansativo” “Qualquer tributo que se faz ao torcionário do regime colonial é um insulto à memória daquelas e daqueles que lutaram pela liberdade, até a última gota do seu sangue” “O Estado é o garante do monopólio da violência através da Polícia” “Goucha, o gay que tentou reabilitar Mário Machado, um criminoso nazi, homófobo assumido, sai agora definitivamente do armário racista e apoia a candidatura racista do PSD na Amadora. Isto vai para lá do sinistro homonacionalismo”. Aqui ficam algumas das célebres frases de Mamadou Ba, a que podemos acrescentar a famosa necessidade de “matar o homem branco”. Este pirómano, ativista político, que, se pudesse, punha todos aqueles que nasceram antes do 25 de Abril a marchar para o Alentejo para expiarem os pecados do colonialismo, acaba de ser distinguido com o prémio da Front Line Defenders, galardão que distingue os ativistas de direitos humanos em risco. Não sei se a organização irlandesa sabe ler português, mas o google tradutor pode dar uma ajuda. Se tivessem lido algum do pensamento de Mamadou Ba perceberiam facilmente que este homem quer acicatar os ânimos entre brancos e negros e que não passa ele próprio de um transmissor do racismo, à semelhança dos grupos de extrema-direita. Olhando para ativistas negros como Marther Luther King ou Nelson Mandela, que muito fizeram para combater o racismo e defender, e bem, os direitos da comunidade negra, percebe-se o quão disparatado é a atribuição deste prémio. 


×

Pesquise no i

×