7/12/21
 
 
Vítor Rainho 23/11/2021
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Olhando lá para fora... estamos muito bem

O que se está a passar na Europa deve fazer-nos acreditar que fizemos bem em termo-nos vacinado – aqueles que o fizeram, tenho amigos que mantiveram até hoje os braços afastados das seringas... Olhando para a Áustria, Alemanha e Holanda, só para falar nestes três países, vemos que a situação está a ficar um pouco descontrolada porque em nenhuma dessas nações a população de vacinados atingiu os 75%. E o que se passa lá? Na Áustria querem tornar a vacinação obrigatória a partir de 1 de fevereiro, além de terem optado já pelo regresso ao confinamento. Na Alemanha, como na Holanda, a restauração encerra muito mais cedo e os não vacinados não podem entrar em muitos locais públicos.

Como seria de esperar, a população desses países não é tão mansa como a portuguesa e sucedem-se os confrontos na rua contra o regresso ao isolamento. Mas, voltando ao início do texto, parece óbvio que a vacinação trouxe grandes vantagens à população, independentemente de ser ou não necessária uma terceira ou quarta dose. Veremos como vamos passar o outono e o inverno e depois encararemos as vantagens ou não de mais uma dose. Para já, e olhando para o que se passa lá fora, podemos dar-nos por felizes e não entrar em grandes histerismos, como parece ser o desejo de alguns políticos. Que as pessoas não abandonem as defesas sanitárias é da mais elementar inteligência. Quanto ao regresso a um confinamento ou ao teletrabalho acho uma tontice. Se tomámos as vacinas foi para alguma coisa.

P. S. O mundo, não sei se é da pandemia, está a ficar completamente parvo. Agora são os prémios de música que vão deixar de distinguir o masculino do feminino, como se as vozes de uns e de outros fossem iguais. A mais recente bizarria vem dos Brit Awards, da indústria discográfica britânica, que anunciou que no próximo evento só vão escolher o melhor intérprete, como se não pudessem escolher a voz masculina, feminina e, se querem ser modernaços, a voz binária. Mas o objetivo principal, em vez de ser inclusivo, é mesmo acabar com a classificação de homem e mulher...


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