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Pelo menos 13 detidos em protesto contra restrições nos Países Baixos

Pelo menos 13 detidos em protesto contra restrições nos Países Baixos

Jornal i 03/11/2021 16:47

Segundo as informações fornecidas hoje pela polícia dos Países Baixos, um total de 13 pessoas foram presas por "insultar e atirar pedras e engenhos pirotécnicos contra os agentes, entre outras coisas", durante uma manifestação não autorizada perto do gabinete do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, em Haia.

Pelo menos 13 pessoas foram detidas por arremessar pedras e atacar polícias num protesto durante e após a conferência de imprensa do primeiro-ministro holandês, que anunciou na terça-feira à noite um conjunto de restrições para combater o novo coronavírus.

Segundo as informações fornecidas hoje pela polícia dos Países Baixos, um total de 13 pessoas foram presas por "insultar e atirar pedras e engenhos pirotécnicos contra os agentes, entre outras coisas", durante uma manifestação não autorizada perto do gabinete do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, em Haia.

Os manifestantes protestavam contra as novas medidas de combate ao novo coronavírus no país.

Numa altura em que o número de novas infeções está a aumentar a pressão sobre os hospitais holandeses, o Governo decidiu reintroduzir várias medidas que já tinham sido descontinuadas, como a regra do distanciamento de um metro e meio e alargar a locais como museus e esplanadas a exigência de apresentação do certificado sanitário.

As novas medidas foram anunciadas pelo primeiro-ministro numa conferência de imprensa transmitida pela televisão na noite de terça-feira, em que Mark Rutte aconselhou as pessoas a privilegiarem o teletrabalho e a evitarem a utilização dos transportes públicos sobretudo nas horas de maior afluência.

"Ninguém vai ficar surpreendido que tenhamos uma mensagem difícil [para transmitir]. O número de infeções e de internamentos hospitalares está a aumentar muito rapidamente", precisou o primeiro-ministro holandês na terça-feira, sinalizando que as medidas entram em vigor a partir do próximo sábado.

A maioria das medidas de distanciamento social tinham sido retiradas em setembro, mas o ritmo de novos casos atingiu na semana passada o nível mais alto desde julho.

Esta situação já está a refletir-se na prestação de cuidados de saúde, com os hospitais a reduzirem o atendimento regular para abrirem mais espaço para os doentes covid-19.

Durante uma sessão de informação no Parlamento holandês, Ernst Kuipers, presidente da rede nacional de cuidados intensivos, alertou hoje que, se a atual pressão hospitalar continuar, até ao final deste mês haverá 500 pacientes covid-19 nos cuidados intensivos, lamentando que esta pressão seja "completamente igual à do ano passado".

As autoridades de saúde referiram que, na terça-feira, foram registados 54 mil casos positivos nos últimos sete dias, um aumento de 39,3% em relação à semana anterior.

Pelo menos 81,7% da população com mais de 12 anos de idade nos Países Baixos já recebeu as duas doses da vacina e estima-se que cerca de 1,8 milhão de pessoas se recusam a ser vacinadas por diferentes motivos.

Na próxima semana, o Governo decidirá se amplia a exigência de apresentação do certificado sanitário -- prova de vacinação completa ou teste negativo à covid-19 -- nos locais de trabalho.

Com 17 milhões de habitantes, os Países Baixos registaram até agora 18.441 mortes por covid-19. A toma de uma dose de reforço da vacina é aconselhada a todas as pessoas com mais e 60 anos.

A covid-19 provocou pelo menos 5.003.717 mortes em todo o mundo, entre mais de 247,03 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

 

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