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Acusado de disparar contra nora diz que não queria acertar em ninguém

Acusado de disparar contra nora diz que não queria acertar em ninguém

Jornal i 06/10/2021 13:27

"Estou muito arrependido. Já lhes pedi desculpa. Hoje damo-nos todos bem", disse o arguido em tribunal.

O homem de 58 anos acusado de ter disparado dois tiros na direção da nora, a 17 de março de 2018, em Ovar, admitiu hoje no Tribunal de Aveiro a autoria de apenas um disparo, acrescentando que não queria atingir ninguém: “O único tiro que mandei foi para assustar, não foi para acertar em ninguém”,

O motorista de pesados está acusado dos crimes de homicídio qualificado na forma tentada, violência doméstica e detenção de arma proibida pelos factos ocorridos.

Perante o coletivo de juízes, o homem explicou que tinha ido encontrar-se com a ex-mulher, que lhe ligara momentos antes para falar de um assunto pessoal, tendo, no entanto, acabado por se envolver num confronto físico com o ex-cunhado.

Quando questionado sobre ter dado um pontapé na anca da ex-mulher, o arguido admitiu que isso podia ter acontecido quando ela o estava a agarrar e ele a “levar porrada” do ex-cunhado.

Posteriormente, o homem terá ido a casa buscar uma arma de fogo e regressado ao local, sendo que quando chegou disparou um tiro por temer que lhe estivessem a fazer “uma emboscada”.

O arguido disse que estava pronto para assumir as responsabilidades, acrescentado estar “muito arrependido” e admitindo que já pediu desculpas e atualmente se dão “todos bem”.

Relativamente ao segundo disparo referido na acusação, o arguido afirma que o mesmo possa ter sido efetuado pelo filho, que lhe tirou a arma das mãos, para tentar tirar os cartuchos.

A acusação do Ministério Público (MP) refere que o arguido, após uma discussão, agrediu a ex-mulher com um pontapé, arrancou-lhe os óculos e arremessou o seu telemóvel para o chão. De seguida, terá ido a casa buscar uma caçadeira e efetuou dois disparos na direção da nora, que se conseguiu desviar.

Nesse momento, o filho ter-lhe-á tentado retirar a arma, que acabou por conseguir com a ajuda da mãe.

O MP refere ainda que o arguido “só não concretizou os seus intentos por razões alheias à sua vontade”, concretamente porque a vítima “reagiu e se defendeu afastando-se da direção das munições disparadas pela arma que o arguido utilizava”.

Durante uma busca à residência do suspeito foram apreendidas seis armas de fogo e cerca de 200 munições e cartuchos.

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