28/01/2022
 
 
Pedro Vaz 28/09/2021
Pedro Vaz

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Democracia

O certo é que cada vez que votamos e elegemos os nossos representantes, algo de surpreendente acontece.

No passado domingo (com umas pequenas exceções em algumas freguesias do país) encerrámos o ciclo eleitoral de 2021 e que se iniciou com as Presidenciais em janeiro e, agora, com as eleições autárquicas.

Por estes dias teremos as leituras, as análises e as interpretações, um pouco por todo o país, sobre o que levou os eleitores a decidir como decidiram. No entanto, aquilo que verdadeiramente impressiona é o facto de os cidadãos terem esse poder nas suas mãos de cada vez que exercem o direito e dever cívico de votar.

No fim, para uns os resultados confirmam o que a maioria, sondada ou não, entendia que deveriam ser esses mesmos resultados e noutros não será tanto assim. O certo é que cada vez que votamos e elegemos os nossos representantes, algo de surpreendente acontece.

Em todo o caso, se assim não fosse e se quem nos governa fosse decidido por sondagens e estudos de opinião, o nosso voto não teria qualquer razão de ser e não poderia ter o impacto que tem nas noites eleitorais.

Ora, se para alguns os resultados se revelam frustrantes ou até mesmo com um sabor de injustiça, para aqueles que ganham, quando ninguém acreditaria que tal acontecesse, os resultados decorrem da esperança que acalentam desde o momento em que tomaram a decisão de concorrer a eleições, pois só no fim dos votos descarregados na urna e votados no final se sabe quem nos governará e assim também é nas autarquias.

Foi isso que voltou a acontecer neste domingo um pouco por todo o país, em que dezenas e centenas de Presidências de Câmara e de Juntas de Freguesia terão novos protagonistas e assim continuará a acontecer em próximos atos eleitorais.

Numa brevíssima abordagem aos resultados podemos dizer que aconteceram surpresas para a maioria dos cidadãos, como são os casos de Lisboa e Loures, por exemplo, mas muitas outras autarquias mudaram de rosto e de configuração.

Para a história política do país fica a continuidade do PS como o maior partido autárquico pela terceira vez consecutiva e uma tendência ligeira de viragem à direita nos votos contabilizados em todo o país, não obstante ter a certeza que os portugueses há muito deixaram de confundir os votos nas autárquicas com os votos nas legislativas.

Aos eleitos em todo o país desejo os maiores sucessos para o desenvolvimento das suas terras.  Todos agradecemos.

Pedro Vaz

 

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