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Mais de 4.200 terramotos nas Ilhas Canárias põem em cima da mesa possível erupção vulcânica

Mais de 4.200 terramotos nas Ilhas Canárias põem em cima da mesa possível erupção vulcânica

Dreamstime Jornal i 16/09/2021 13:44

Ao início, os terramotos foram registados a mais de 20 quilómetros de profundidade. Mas na quarta-feira passada, para além de ter sido registado um terramoto acima de 3 na escala de Richter, os sismos foram também localizados entre os seis e os oito quilómetros de profundidade. O magma está à procura de uma saída.

 

A ilha de La Palma, pertencente ao arquipélago das ilhas Canárias, sofreu, nos últimos dias, mais de 4.200 pequenos terramotos e ainda uma deformação no solo – indicando que exista magma no subsolo à procura de uma saída – o que pode resultar numa erupção vulcânica nos próximos dias.

“Não podemos fazer um prognóstico a curto prazo”, afirma Maria José Blanco, diretora do Instituto Nacional Geográfico (ING) das Ilhas Canárias, citada pelo El País. Mas avisa: “tudo indica que evoluirá para terramotos de maior magnitude e que serão de maior intensidade e que serão sentidos pela população”.

Ao início, os fenómenos foram registados a mais de 20 quilómetros de profundidade. Mas na quarta-feira passada, para além de ter havido um terramoto acima de três na escala de Richter, o epicentro dos sismos foi localizado entre os seis e os oito quilómetros de profundidade.

Em 2011, El Hierro, também nas Ilhas Canárias, sofreu uma tensão sísmica que durou várias semanas e que desencadeou uma erupção vulcânica subaquática. Contudo, a diretora do ING explica que a situação atual é “muito energética” quando comparada com a situação ocorrida há dez anos: os terramotos de agora libertaram (apenas) em três dias a mesma quantidade de energia que foi solta, ao longo de semanas, naquela altura.   

A última erupção vulcânica nesta região foi há 50 anos – com o acordar do vulcão Teneguía – que expeliu lava durante mais de três semanas. O subsolo de La Palma ficou adormecido até 2017, quando a atividade sísmica começou a dar (novamente) sinais de vida, com os pequenos terramotos a serem mais recorrentes nos últimos dias. 

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