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José Gouveia. "Permanece esta teimosia"

José Gouveia. "Permanece esta teimosia"

Bruno Gonçalves Jornal i 16/09/2021 09:02

O presidente da Associação de Discotecas Nacional, José Gouveia, diz ao i que a reabertura vem “atrasada”.

Apesar da iminente possibilidade das restrições nas discotecas e estabelecimentos serem levantadas o presidente da Associação de Discotecas Nacional (ADN), José Gouveia, não se mostra muito animado.

“Até à próxima reunião do Infarmed existe muito pouco a dizer, é mais uma especulação em torno das decisões desta reunião”, explicou, revelando uma saturação em relação ao “arrastar” desta situação.

“Aquilo que se sabe é que os especialistas vão aconselhar algumas pequenas restrições, mas isso, em relação à nossa indústria, já tinham sido implementadas há duas semanas”, explica José Gouveia.

“O Governo vai mantendo esta teimosia, apesar de termos o recorde do mundo de maior número de pessoas vacinadas [foi reportado, esta quarta-feira, que Portugal é, atualmente, o país do mundo com a maior percentagem de população vacinada contra a covid-19, com as duas doses, segundo dados do site de estatísticas Our World in Data, que revela que Portugal ultrapassou a até então líder Malta], mas permanece esta teimosia de manter os espaços de diversão noturna encerrados ou a promessa de reabertura de forma faseada e que já se estende há dezoito meses”.

O presidente da ADN considera que esta era uma decisão que já “estava para ontem” e abordou ainda a questão do certificado de vacinação, afirmando que esta é uma medida que aborda temas ainda “desconhecidos”.

“Algumas discotecas no estrangeiro funcionam sem restrições e sem pedir o certificado de vacinação”, mencionou, depois de ser abordado pelo i sobre a nova forma de funcionar dos estabelecimentos noturnos ingleses. “Esta é uma decisão que tem uma certa lógica, uma vez que este documento não me impede de estar contagiado com o vírus e de transmiti-lo a outras pessoas”.

“Embora não tenha sintomas e este não me afete, teoricamente, porque já existem casos de pessoas que registaram os sintomas mesmo tendo as duas vacinas, portanto, todo este caso ainda é um pouco desconhecido”, disse José Gouveia, acrescentando que o que lhe parece “mais lógico” é encarar o covid-19 “como a gripe” e “neste sentido adotar medidas que devem ser ajustadas a esta realidade”.

 

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