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Direção benfiquista discute preferência sobre ações de Vieira

Direção benfiquista discute preferência sobre ações de Vieira

João Girão Jornal i 09/09/2021 10:57

Os encarnados vão reunir “nos próximos dias” para tomar uma decisão.

O Benfica, a sua SAD, e a participação do clube na bolsa voltaram a estar na ribalta da discussão pública. A direção encarnada anunciou que irá reunir “nos próximos dias” para discutir sobre o direito de preferência das ações da SAD de Luís Filipe Vieira, antigo Presidente dos encarnados, que acabou afastado do cargo como consequência da sua detenção, no início de julho, no âmbito da Operação Cartão Vermelho. Em causa, na altura, esteve uma indiciação por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação, numa investigação criminal que envolve negociações prejudiciais para o Estado, a SAD do Benfica e o Novo Banco.

Acontece, no entanto, que Vieira continua a ser dono de 3,28% das ações desta mesma SAD e o antigo presidente comunicou à direção encarnada (e à CMVM) que pretende vender essas mesmas ações com o preço afixado em 7,80 euros por cada título. No total, tomando em conta a posse de 753.615 títulos, a venda ascenderia a um valor global de praticamente 5,9 milhões de euros (5.878.197 euros).

O prazo que a SAD tem para decidir sobre o direito de preferência vai até dia 15, e a direção encarnada terá remetido o tema para os “próximos dias”. O clube, desconhecendo-se o comprador nesta transação e o modelo de pagamento, avançou que irá solicitar “o mais rapidamente possível” esses detalhes a Luís Filipe Vieira.

Recorde-se que a maioria do capital da SAD do Benfica (63,65%) é detido pelo próprio clube (40%), e pela Benfica SGPS (23,65%). Já Luís Filipe Vieira possui 3,28% das ações da SAD, sobre os quais o emblema das ‘águias’ tem direito de preferência.

 

‘Servir o Benfica’ contra preferência

O Movimento Servir o Benfica emitiu um comunicado oficial a apelar ao clube encarnado para se abster de exercer o direito de preferência sobre as ações de Luís Filipe Vieira, acusando a direção demissionária de já não ter legitimidade para decidir sobre esta matéria.

Recorde-se que as eleições para os órgãos sociais do Benfica estão marcadas para 9 de outubro.

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