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Paradela e Granjinha. PS e PSD/CDS na luta pela freguesia mais pequena do país

Paradela e Granjinha. PS e PSD/CDS na luta pela freguesia mais pequena do país

Facebook/José Coelho Henrique Pinto de Mesquita 01/09/2021 08:42

Em 2017, a freguesia caiu para o PS por apenas dois votos de diferença. Como será em 2021?

As autárquicas estão ao rubro na União de Freguesias de Paradela e Granjinha. A freguesia, que conta com  99 habitantes e é a mais pequena do país, voltará a opor PS a uma coligação PSD-CDS, garantiu ao i foi José Paula, dono de um Café/Casa de Chá na freguesia (que supostamente já não tem cafés).

Paradela e Granjinha é uma união de freguesias situada no concelho de Tabuaço, distrito de Viseu. Nos censos de 2021 contabilizava apenas 99 habitantes, uma redução em 45% da população que tinha em 2011. Já há 4 anos, os inscritos para votar eram 162. Desses, 114 votaram – mas divididos, claro está, entre os clássicos Esquerda e Direita.

De um lado, o Partido Socialista, do outro, a coligação PSD/CDS-PP. O Partido Socialista acabou por conquistar a freguesia, com 56 votos face aos 54 da coligação da Direita. Misteriosamente, diz-nos o site do governo responsável pelas eleições, a CDU também se apresentou às urnas, não obtendo, contudo, nenhum voto (nem o do próprio candidato).

Em branco votaram 2,63% dos fregueses, ou seja, três pessoas; e nulo apenas se contabilizou um voto – três votos que, unidos, podiam fazer pender a junta de freguesia para o lado oposto. Os abstencionistas foram 48, protagonizando assim uma taxa de abstenção de 29,63%, um número bastante inferior aos 45% que fizeram a média nacional de abstenções autárquicas em 2017.

Note-se, contudo, que a situação política da Paradela e Granjinha é dissonante com a situação política do concelho de que faz parte: apesar de na Paradela e Granjinha governar a Esquerda, quem governa em Tabuaço é a coligação de direita PSD-CDS/PP.

“Não é com estes votos que a Câmara ganha eleições” Há um mês, uma reportagem da Rádio Renascença foi até à Paradela e Granjinha para explorar a dita terra. Na altura, uma cheiro a alcatrão inundava a Paradela que, há mais de 40 anos, não via obra parecida nas suas estradas.

“Este serviço é feito pela câmara, sabe Deus com a corda na garganta, estamos agora a investir e não é por causa das eleições, porque não é com estes votos que ganham as eleições, há 46 anos que não leva alcatrão”, observava António Ribeiro, 70 anos, tesoureiro da União das Freguesias de Paradela e Granjinha, à Radio Renascença.

No entender de António Ribeiro, cada vez será “pior”, pois “os velhos vão para o cemitério e os novos vão para as cidades. Temos sete crianças na Paradela e três na Granjinha, 10, no total”.

A Granjinha tem 29 habitantes, a Paradela 70. Das 29 pessoas da Granjinhas, 10 têm mais de 80 anos. António Ribeiro – que, com 70 anos, é um dos mais novos da Granjinha – não se poupou às críticas: “Há 80 anos, desde a implantação da República, nunca um governo gastou um tostão a compor as estradas de cá. Como querem cá segurar as pessoas?”

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