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Covid-19. Graça Freitas admite terceira dose da vacina para quem tem doenças graves

Covid-19. Graça Freitas admite terceira dose da vacina para quem tem doenças graves

Miguel Silva Joana Faustino 26/08/2021 08:10

Imunodeprimidos e idosos fazem parte do grupo de 100 mil pessoas que pode vir a ser vacinado de novo.

A Comissão Ética de Vacinação Contra a Covid-19 já entregou um parecer à Direção-Geral da Saúde (DGS) com a lista de doenças em que é recomendado o reforço da vacina.

Entre as pessoas recomendadas para receber a terceira dose da vacinação estão, assim, aqueles que tenham recebido um transplante há menos de três meses, pessoas com cancro ativo, ou que estejam infetadas com HIV/sida ou com síndrome de Down.

O parecer vai agora ser avaliado pela DGS, para que seja elaborada uma norma sobre o reforço da vacinação contra a Covid-19 para proteger pessoas mais vulneráveis.

Na passada terça-feira, o coordenador da task-force de vacinação explicou que a terceira dose seria aplicada a imunodeprimidos e outros doentes mais expostos, sendo assim “casos pontuais e não uma terceira dose generalizada”.
Em quantas pessoas se traduzem os “casos pontuais”? De acordo com o vice-almirante Gouveia e Melo, “quando estamos a falar não num reforço geral, mas em situações específicas, estamos a falar de 100 mil pessoas”.

Em entrevista, ontem, ao programa Casa Feliz, da SIC, Graça Freitas referiu ainda que “a questão da terceira dose tem duas componentes: para os imunodeprimidos é uma outra oportunidade de ficarem imunizados; para as pessoas que tiveram a sua vacinação, mas porque são velhos, doentes ou terem outra condição que não os deixou duradouramente protegidos, está a ser equacionado um reforço”. Ou seja, além daqueles que estão com doenças graves, a diretora-geral da Saúde avança também com a hipótese de se inocular novamente os mais velhos.

A responsável da DGS afirmou também que, para os imunodeprimidos “está aconselhada uma outra dose” da vacina, não configurando um reforço, mas sim uma “outra oportunidade de se vacinarem”, dando como exemplo um doente oncológico após cumprir tratamento que afetou o respetivo sistema imunitário. 

“Diferente é em determinadas populações que não têm o seu sistema imunitário tão forte: nessas pessoas fazemos um reforço, pegando na imunidade que já têm das outras duas doses e estimulando essa imunidade”, acrescentou.

Graça Feitas comparou ainda o processo de vacinação nos idosos e nas crianças, referindo que os “benefícios ultrapassam em muito os riscos”, no caso dos primeiros, uma vez que esta faixa etária tem “um grande risco de ter doença e de poder morrer”.

Por outro lado, “obviamente que os mais novos têm doença menos grave, portanto, os benefícios são um pouco menores e temos de ser muito mais cuidadosos do que já somos com os riscos”, explicou Graça Freitas. Por isso mesmo é que foi necessário “esperar por estudos que dissessem que vacinar este grupo etário traz benefícios e é seguro”.

A diretora-geral da Saúde concluiu então que a vacinação para a faixa etária dos 12 aos 15 anos é segura e que “quanto mais depressa e a mais pessoas chegar, melhor”, especialmente com o arranque do novo ano escolar dentro de menos de um mês. 

Relativamente ao avanço do país no que toca ao desconfinamento, Graça Freitas afirmou que se trata de uma “questão de equilíbrio” com a percentagem de pessoas vacinadas e apelou à toma da mesma para contribuir para a diminuição de restrições.

“Quantas mais pessoas estiverem vacinadas, mais nós conseguimos aliviar as medidas e a nossa vida se tornará normal ou mais parecida com o que era. Disse parecida e não igual, porque ainda não é altura de fazermos tudo, mas é altura de nós próprios percebermos o que é que podemos fazer no dia a dia para diminuir o risco, porque ainda não é zero”, concluiu a responsável da DGS.

80% da população vacinada No que toca ao progresso na vacinação, já têm as duas doses da vacina mais de sete milhões de pessoas residentes em Portugal – o equivalente a 72% da população.

O número de vacinados aumenta para 81,6% quando contamos também com aqueles que ainda têm apenas a primeira dose, referiu ontem o vice-almirante Gouveia e Melo. Se a análise for feita por faixas etárias, concluímos que 19% dos jovens até aos 17 anos já tem pelo menos uma dose da vacina. 

Na faixa etária dos 18 aos 24 anos, 73% já receberam pelo menos uma dose e 39% já têm a vacinação completa. 
Quanto ao grupo etário dos 25 aos 49 anos, 87% da população tem uma dose  e 74% ambas. Nas faixas etárias seguintes, as taxas de vacinação estão acima dos 90% (a maioria muito perto dos 100%). 

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