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Candidaturas a incentivos fiscais à investigação e desenvolvimento empresarial batem recorde em 2020

Candidaturas a incentivos fiscais à investigação e desenvolvimento empresarial batem recorde em 2020

Jornal i 16/08/2021 13:46

No total, as empresas declararam investimentos em I&D (investigação e desenvolvimento) de 1558 milhões de euros, mais 27% face ao ano anterior.

A Agência Nacional de Inovação (ANI) recebeu 3283 candidaturas ao SIFIDE – Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação & Desenvolvimento Empresarial, relativas ao exercício fiscal de 2020, um novo recorde.

No total, as empresas declararam investimentos em I&D (investigação e desenvolvimento) de 1558 milhões de euros, mais 27% face ao ano anterior, e solicitaram um crédito fiscal a rondar os 745 milhões de euros, mais 36% do que no ano anterior.

Em comunicado, a ANI detalha que as mais de 3 mil candidaturas correspondem a 8010 projetos de I&D, mais 24% do que no exercício fiscal anterior, quando se somaram 6467 projetos.

Das empresas que, até 21 de julho de 2021, apresentaram candidaturas ao SIFIDE relativas ao exercício fiscal de 2020, 680 não o tinham submetido no ano anterior.

“Verifica-se um crescimento significativo do investimento declarado em I&D pelas empresas desde 2017, reflexo do aumento do investimento das empresas no desenvolvimento de novos produtos/processos de base tecnológica, bem como do surgimento de fundos de capital de risco em I&D”, salienta a ANI, acrescentando que “o crédito atribuído face ao solicitado ronda os 90% desde 2017”.

Por região, em 2020, o Norte apresentou 41% das candidaturas ao SIFIDE (1.343), seguida da Área Metropolitana de Lisboa (28%) e do Centro (23%). Ao nível do investimento declarado, o Norte representa 38% do total, com 595 milhões de euros, seguido pela Área Metropolitana de Lisboa (37%), com 576 milhões de euros, em linha com as tendências observadas desde 2015.

Quanto aos setores com maior volume de candidaturas e de investimento declarado em I&D entre 2015 e 2020, a ANI destaca as “atividades de informação e comunicação”, “consultoria técnica, científica e serviços de apoio” e “comércio por grosso e a retalho”, nos serviços; e “produtos e preparações farmacêuticas”, “equipamento informático, elétrico, eletrónico e de ótica”, “indústrias alimentares e bebidas” e “material de transporte”, nas indústrias transformadoras.

No que se refere a fundos de investimento, em 2020, registaram-se 1004 candidaturas ao apoio à I&D, mais 74% face a 2019.

Estes investidores subscreveram cerca de 400 milhões de euros em 2020, montante esse que terá de ser investido durante os próximos anos em atividades de I&D.

Até ao final de 2019, este investimento em I&D somou cerca de 18 milhões de euros, estando ainda “em fase de apuramento” o investimento feito pelos fundos em atividades de I&D durante o ano 2020.

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