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Clima. Primeiro-ministro lembra que "percurso até 2030 é decisivo"

Clima. Primeiro-ministro lembra que "percurso até 2030 é decisivo"

AFP Redação 11/08/2021 10:13

Portugal foi o primeiro país a comprometer-se com meta da neutralidade carbónica em 2050.

O primeiro-ministro português defendeu ontem que o alerta vermelho feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) na passada segunda-feira em relação ao estado do clima confirma o acerto da prioridade estratégica do Governo. “Fomos os primeiros, logo em 2016, a comprometer-nos com a neutralidade carbónica em 2050. O percurso até 2030 é decisivo”, escreveu António Costa na rede social Twitter.

O primeiro-ministro lembrou ainda as medidas propostas: “Mais eficiência energética e energia renovável; investir na economia circular, no uso eficiente da água e na mobilidade sustentável; reformar a floresta e liderar a agenda dos Oceanos”.

O painel da ONU para as alterações climáticas revelou esta segunda-feira um relatório alarmante e com sérios avisos quanto ao futuro do planeta.

Numa altura em que os incêndios, as cheias e as tempestades têm deflagrado na Europa ou nos Estados Unidos, o relatório do Intergovenmental Panel on Climate Change (IPCC) diz que o mundo está a dirigir-se perigosamente para um aquecimento descontrolado e que os humanos são “inequivocamente” culpados.

Em suma, o relatório dá como dado adquirido a subida das temperaturas. Sem cortes imediatos nas emissões de poluentes, as temperaturas poderão subir dois graus Celsius até ao final do século, ultrapassando o limite estabelecido. As ondas de calor que tanto têm afetado o mundo costumavam manifestar-se a cada 50 anos; hoje, estão a acontecer uma vez por década.

O Árctico e os seus glaciares estão a derreter como nunca: a região é a que está a aquecer mais rapidamente e encontra-se num ciclo de aquecimento, devido ao efeito refletor do gelo que origina água mais escura e maior absorção do calor. Os níveis da água, assim, aumentarão independentemente do que aconteça. As piores previsões apontam para um aumento de 15 metros até 2300.

António Guterres descreveu o relatório como um “código vermelho para a humanidade” e apelou ao fim do uso de carvão e outros de fósseis altamente poluentes, “antes que destruam o planeta”.

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